Porto Alegre,

Publicada em 21 de Julho de 2026 às 17:33

Hospital de Novo Hamburgo testa projeto para otimizar a gestão de leitos

Iniciativa busca antecipar a identificação de fatores que possam atrasar a alta hospitalar

Iniciativa busca antecipar a identificação de fatores que possam atrasar a alta hospitalar

Joceline Silveira/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Jornal Cidades
Implantado há pouco mais de 60 dias na ala Beija-Flor do Hospital Municipal de Novo Hamburgo, o projeto piloto do Plano de Alta já apresenta resultados positivos na organização do fluxo de internações e na ampliação da disponibilidade de leitos. Desenvolvida pelo Núcleo Interno de Regulação (NIR), a iniciativa busca antecipar a identificação de fatores que possam atrasar a alta hospitalar, tornando o processo mais ágil e, principalmente, seguro para o paciente.
Implantado há pouco mais de 60 dias na ala Beija-Flor do Hospital Municipal de Novo Hamburgo, o projeto piloto do Plano de Alta já apresenta resultados positivos na organização do fluxo de internações e na ampliação da disponibilidade de leitos. Desenvolvida pelo Núcleo Interno de Regulação (NIR), a iniciativa busca antecipar a identificação de fatores que possam atrasar a alta hospitalar, tornando o processo mais ágil e, principalmente, seguro para o paciente.
O projeto consiste na revisão diária dos prontuários dos pacientes internados. A partir dessa análise, a equipe identifica pendências que podem impedir a alta, como exames laboratoriais ou de imagem ainda não realizados, necessidade de alinhamento com familiares ou outras demandas assistenciais. Em seguida, essas situações são discutidas diretamente com os médicos responsáveis para agilizar sua resolução.
“Pode ser a pendência de um exame laboratorial ou de imagem, a necessidade de articulação com a família, entre outros diversos fatores. Identificando isso antes, conseguimos acelerar a resolução”, explica o médico Lúcio Dornelles, coordenador do NIR e líder do projeto.
Os primeiros resultados já demonstram o impacto da iniciativa. Em junho, primeiro mês completo de monitoramento, foi registrado um aumento de 70% no número de altas na ala Beija-Flor em comparação ao período anterior. Conforme Dornelles, a proposta não é antecipar altas de maneira indiscriminada, mas garantir que elas ocorram no momento adequado, com segurança e planejamento.
Segundo o médico, uma alta segura reduz o risco de reinternações, contribui para melhores indicadores assistenciais e melhora a dinâmica de atendimento do hospital. “A ideia é promover uma alta mais precoce quando ela é possível e segura. Não adianta liberar o paciente sem que todas as condições estejam garantidas e ele precise retornar ao hospital em 24 ou 48 horas ”, afirma.

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