Porto Alegre,

Publicada em 18 de Junho de 2026 às 18:16

Mais de 500 imóveis em Palmitinho são vistoriados após caso de greening

Equipes atuam para conter sua disseminação por meio da eliminação de plantas infectadas

Equipes atuam para conter sua disseminação por meio da eliminação de plantas infectadas

Seapi/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Jornal Cidades
A força-tarefa mobilizada após a confirmação do primeiro foco de greening (HLB) no Rio Grande do Sul já vistoriou 522 imóveis e erradicou 201 plantas cítricas em Palmitinho, no Médio Alto Uruguai. Desde a confirmação da doença, em 8 de junho, equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atuam para conter sua disseminação por meio da eliminação de plantas infectadas, do controle do inseto transmissor e do monitoramento das áreas vizinhas ao foco.
A força-tarefa mobilizada após a confirmação do primeiro foco de greening (HLB) no Rio Grande do Sul já vistoriou 522 imóveis e erradicou 201 plantas cítricas em Palmitinho, no Médio Alto Uruguai. Desde a confirmação da doença, em 8 de junho, equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atuam para conter sua disseminação por meio da eliminação de plantas infectadas, do controle do inseto transmissor e do monitoramento das áreas vizinhas ao foco.
O diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, participou da reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa e apresentou um panorama da situação e detalhou as medidas emergenciais adotadas após a identificação do caso. Segundo Felicetti, o protocolo de emergência foi colocado em prática imediatamente após a confirmação da doença.
Os trabalhos de fiscalização e erradicação no raio de 500 metros ao redor do foco já foram concluídos, enquanto as ações na área de monitoramento de 2,4 quilômetros estão em fase final. A próxima etapa prevê a possível ampliação da vigilância para municípios vizinhos, com o objetivo de identificar precocemente eventuais ocorrências.
Até a quarta-feira (17), as equipes haviam vistoriado 42 imóveis localizados no raio de 500 metros ao redor da propriedade onde a doença foi identificada. Nesse perímetro, foram erradicadas 178 plantas, realizadas 100 coletas de material para análise laboratorial e inspecionadas outras 217 plantas sem sintomas da doença. Já no raio ampliado de 2,4 quilômetros, foram vistoriados 480 imóveis. As equipes coletaram 70 amostras para análise e identificaram 13 propriedades com necessidade de erradicação de árvores cítricas, totalizando a eliminação de 23 plantas.
Considerado uma das principais ameaças à citricultura mundial, o greening não tem cura. A doença compromete a produtividade, reduz a qualidade dos frutos e pode levar à morte das plantas. Por isso, a rápida identificação e eliminação dos focos são consideradas medidas essenciais para proteger os pomares gaúchos.

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