A força-tarefa mobilizada
após a confirmação do primeiro foco de greening (HLB) no Rio Grande do Sul
já vistoriou 522 imóveis e erradicou 201 plantas cítricas em Palmitinho, no Médio Alto Uruguai. Desde a confirmação da doença, em 8 de junho, equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atuam para conter sua disseminação por meio da eliminação de plantas infectadas, do controle do inseto transmissor e do monitoramento das áreas vizinhas ao foco.
O diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, participou da reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa e apresentou um panorama da situação e detalhou as medidas emergenciais adotadas após a identificação do caso. Segundo Felicetti, o protocolo de emergência foi colocado em prática imediatamente após a confirmação da doença.
Os trabalhos de fiscalização e erradicação no raio de 500 metros ao redor do foco já foram concluídos, enquanto as ações na área de monitoramento de 2,4 quilômetros estão em fase final. A próxima etapa prevê a possível ampliação da vigilância para municípios vizinhos, com o objetivo de identificar precocemente eventuais ocorrências.
Até a quarta-feira (17), as equipes haviam vistoriado 42 imóveis localizados no raio de 500 metros ao redor da propriedade onde a doença foi identificada. Nesse perímetro, foram erradicadas 178 plantas, realizadas 100 coletas de material para análise laboratorial e inspecionadas outras 217 plantas sem sintomas da doença. Já no raio ampliado de 2,4 quilômetros, foram vistoriados 480 imóveis. As equipes coletaram 70 amostras para análise e identificaram 13 propriedades com necessidade de erradicação de árvores cítricas, totalizando a eliminação de 23 plantas.
Considerado uma das principais ameaças à citricultura mundial, o greening não tem cura. A doença compromete a produtividade, reduz a qualidade dos frutos e pode levar à morte das plantas. Por isso, a rápida identificação e eliminação dos focos são consideradas medidas essenciais para proteger os pomares gaúchos.