A Assembleia Legislativa instalou a Frente Parlamentar em Apoio à Exploração do Petróleo na Bacia de Pelotas. A iniciativa é do deputado Halley Lino (PT), que irá presidir o novo colegiado.
Além de prefeitos, vereadores e lideranças de diversos municípios da Região Sul, o evento reuniu integrantes do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, Ministério de Minas e Energia, Petrobrás, sindicatos de trabalhadores e autoridades acadêmicas. O objetivo da frente é iniciar o debate com a sociedade gaúcha sobre as oportunidades abertas pela exploração de petróleo na região. “Após a descoberta de uma jazida de cerca de 15 bilhões de barris, nos deparamos como uma oportunidade histórica e única para o povo, os municípios e o estado. Por isso, é preciso que a população se aproprie do tema e seja protagonista das mudanças que virão”, declarou o deputado.
Lino revelou que a descoberta representa o maior ativo econômico do Rio Grande do Sul, cuja exploração poderá gerar R$ 6 trilhões. “Isso representa um incremento de R$ 180 bilhões na receita dos municípios e de R$ 150 bilhões na do estado. Para se ter ideia do que isso significa, basta verificar que o projeto de orçamento do Rio Grande do Sul para o próximo veio para a Assembleia com um déficit de R$ 4 bilhões e dificuldades de financiamento em várias áreas”, comparou, lembrando que, até agora, o maior investimento previsto no estado é o projeto em Eldorado do Sul, que envolve R$ 27 bilhões.
O gerente de relações governamentais do Instituto Brasileiro de Petróleo, Felipe Carvalho, disse que a Bacia de Pelotas representa uma nova fronteira exploratória, capaz de gerar investimentos bilionários, empregos de qualidade, renda e desenvolvimento regional. Além disso, ressaltou a relevância nacional do tema, que afeta a soberania do país, com a previsão de declínio da produção de petróleo pelo Brasil a partir de 2030. “Ampliar o conhecimento geológico nacional é fundamental para evitar que o país deixe de ser exportador para se tornar importador de petróleo a partir da próxima década”, alertou.
Ele disse também que, se for confirmado o potencial exploratório da Bacia de Pelotas, é necessário criar um ambiente de negócios previsível, estável do ponto de vista institucional e com segurança jurídica para abrigar investimentos que envolvem horizontes de décadas e beneficiam toda a cadeia em terra e fora da costa.