Porto Alegre,

Publicada em 11 de Junho de 2026 às 18:20

Trazer flores de fora do RS é mais vantajoso que plantar, dizem produtores

Produção de flores em vasos, como Calandiva e Gloxínia, são mais vantajosas para produtores do interior

Produção de flores em vasos, como Calandiva e Gloxínia, são mais vantajosas para produtores do interior

FABIOLA CORREA/Divulgação/Cidades
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Maria Vitória Marca
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Durante a comemoração deste dia 12 de junho, grande parte do público procura por flores de corte, usadas na criação de buquês, presentes clássicos da data. Entretanto, no Rio Grande do Sul, a produção dessas flores é rara, vindas frequentemente do interior dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Por outro lado, o transporte delas para o Estado é realizado por empresas como a Folhagens Kelsch, de Pareci Novo. 
Durante a comemoração deste dia 12 de junho, grande parte do público procura por flores de corte, usadas na criação de buquês, presentes clássicos da data. Entretanto, no Rio Grande do Sul, a produção dessas flores é rara, vindas frequentemente do interior dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Por outro lado, o transporte delas para o Estado é realizado por empresas como a Folhagens Kelsch, de Pareci Novo. 
De acordo com Thalis Brandão da Silva, funcionário das Folhagens Kelsch, o valor da logística de ida e volta a Holambra, em São Paulo, é menor do que para produzir florescomo rosas, lírios e girassóis - as mais procuradas para o dia dos namorados. Para a plantação delas, seria necessário diminuir a produção atual de folhagens, algo que não seria vantajoso, explica o produtor. Além disso, as flores também requerem a compra e instalação de uma câmara fria, uma vez que precisam ser armazenadas em uma temperatura específica. 
Para o  transporte, entretanto, não é necessário caminhões com regulagem de temperatura, por exemplo. A viagem, que pode durar até 18 horas, é realizada nos caminhões já utilizados no transporte das folhagens produzidas pela empresa. Assim, após a chegada das flores de corte ao Rio Grande do Sul, o destino final delas é a Ceasa, em Porto Alegre, onde são vendidas junto às plantas de produção própria. 
“Nossa logística de transporte é tranquila. Não utilizamos câmara fria nos caminhões, não é necessário. Se tivéssemos agora, produzir flores de corte, seria necessário comprar uma carreta com refrigeração. Além disso, o custo para trazer as plantas de Holambra sai muito mais barato do que abrir mão de muito espaço para produzir elas. Hoje, para nós não compensa, pois nosso foco é folhagens. Atendemos na Ceasa há 32 anos e os compradores nos procuram pela folhagem.”, afirma Silva.

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