Uma rota voltada para o cicloturismo está sendo organizada pela Comissão Organizadora de Projeto do Rio Grande do Sul (COP-RS) e já conta com a participação de 15 cidades do Interior do Estado. O projeto busca unir pontos turísticos ao ciclismo, sem necessariamente envolver algum tipo de competição. No total, serão 82 quilômetros percorridos, tendo como ponto zero Canoas, na Região Metropolitana, e Taquara, no Vale do Paranhana, como destino final.
Entre os dois pontos, quem fizer a rota passará por outros 13 municípios - Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Estância Velha, Campo Bom, Sapiranga, Nova Hartz, Portão, Ivoti, Dois Irmãos, Capela de Santana e Parobé. Mesmo que o trajeto total entre eles seja em torno de 70 quilômetros, o percurso da rota inclui atrações turísticas de cada um dos locais, assim como percorre trilhas e estradas de chão. Ainda não há data definida para a inauguração, entretanto, a decisão deve acontecer nesta quarta-feira (10) segundo Marcelo Nunes, presidente da COP-RS. De acordo com ele, a data de estreia da rota será escolhida durante reunião com vereadores e o secretário de Turismo de Canoas.
Nunes também explica que o projeto vem acompanhado da Lei da Semana Municipal do Ciclismo em cada um dos municípios que fazem parte da rota. Com a legislação, as ações envolvendo a rota e o cicloturismo em si se tornam mais organizadas. Além disso, a lei também busca incentivar o esporte e reconhecer atletas locais por meio do livro "Histórias de Sucesso", no qual será realizado o registro oficial do projeto, nomeando o vereador proponente do texto legal, os principais pontos turísticos e os ciclistas premiados das cidades. Além do livro, a COP-RS também planeja produzir um documentário sobre o projeto, a fim de divulgar a rota, que ainda não foi inaugurada.
De acordo com o presidente, o projeto é financiado de diferentes formas, além de emendas parlamentares, municípios também utilizam leis de incentivo à cultura como a Lei Aldir Blanc para a produção do livro e do documentário. Ademais, a ação também conta com apoio de empresas privadas como a Arezzo, que possui sede em Campo Bom com parte de seu acervo histórico, o qual fará parte da rota de cicloturismo. "A maioria das pessoas não sabem sobre o acervo da Arezzo e que está no trajeto. São mais de dois mil itens, além de uma bicicleta de 1963, porque era o meio de transporte que os funcionários utilizavam na época", afirma Nunes.
Após a inauguração da rota, o trajeto deve atrair turistas para pontos não tão conhecidos, explica o presidente. Segundo ele, a ideia é incentivar o ciclismo, ao mesmo tempo que integra o turismo no interior do Estado, unindo em uma só rota diversos locais importantes como capelas, museus e mirantes. "O cicloturismo é uma atividade física que envolve saúde, turismo e cuidados com meio ambiente", resume.