Porto Alegre,

Publicada em 19 de Maio de 2026 às 18:29

Ação popular questiona contratação feita por fundação em Novo Hamburgo

Contratação de empresa de vigilância patrimonial sem licitação, de forma emergencial, foi realizada pela FNSH no mês de abril

Contratação de empresa de vigilância patrimonial sem licitação, de forma emergencial, foi realizada pela FNSH no mês de abril

Ramon Belmonte/Prefeitura de Novo Hamburgo/Divulgação/Cidades
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com agências
Foi protocolada nesta segunda (18) uma ação popular a fim de questionar a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH) e a empresa Solution Serviços Ltda, sobre contrato administrativo no valor de R$ 2,5 milhões celebrado no dia 10 de abril de 2026 para prestação de serviços de vigilância patrimonial desarmada.

A contratação foi realizada sem licitação por se tratar de uma situação de emergência. No dia 26 de março, um desentendimento entre um médico e um guarda municipal na UPA Centro resultou na prisão em flagrante do médico devido a alegações de crime de desacato, justificando a urgência na contratação. Entretanto, o autor da ação popular, o advogado Vinícius Bondan, argumenta que o episódio não configura a urgência exigida por lei para justificar a dispensa de licitação. 

Na petição inicial, o advogado pede pela anulação do contrato, por não se tratar de uma emergência e, dessa forma, uma licitação deveria ter sido feita. Segundo a ação, um desentendimento pontual entre servidores não configura requisito de emergência, de forma que a substituição dos envolvidos seria medida suficiente.
Foi protocolada nesta segunda (18) uma ação popular a fim de questionar a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH) e a empresa Solution Serviços Ltda, sobre contrato administrativo no valor de R$ 2,5 milhões celebrado no dia 10 de abril de 2026 para prestação de serviços de vigilância patrimonial desarmada.

A contratação foi realizada sem licitação por se tratar de uma situação de emergência. No dia 26 de março, um desentendimento entre um médico e um guarda municipal na UPA Centro resultou na prisão em flagrante do médico devido a alegações de crime de desacato, justificando a urgência na contratação. Entretanto, o autor da ação popular, o advogado Vinícius Bondan, argumenta que o episódio não configura a urgência exigida por lei para justificar a dispensa de licitação. 

Na petição inicial, o advogado pede pela anulação do contrato, por não se tratar de uma emergência e, dessa forma, uma licitação deveria ter sido feita. Segundo a ação, um desentendimento pontual entre servidores não configura requisito de emergência, de forma que a substituição dos envolvidos seria medida suficiente.
Ademais, de acordo com Bondan, a empresa contratada não apresentou autorização prévia da Polícia Federal para a prestação de serviços de vigilância patrimonial. Além disso, segundo a ação, o processo administrativo não comprova a compatibilidade do contrato com a previsão orçamentária da Fundação.
A ação também questiona o valor do contrato entre a empresa e a Fundação. O argumento é que o valor mensal por posto de vigilância contratado (R$ 34.838,12) supera em 28% o menor orçamento e em 26% o orçamento mediano encontrados no sistema LicitaCon Cidadão do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul para contratações públicas similares nos últimos 18 meses, já considerado o reajuste salarial da categoria. A petição inicial calcula um prejuízo entre R$ 527 mil e R$ 562 mil.

A ação pede a suspensão imediata do contrato e afirma que a Guarda Municipal deve continuar exercendo essa função no Hospital Municipal e nas unidades de pronto atendimento.
Em nota da assessoria, a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH) informa que, até a tarde do dia 18 de maio, não foi formalmente notificada acerca da ação popular, havendo apenas publicações e manifestações em redes sociais sobre o tema. Além disso, a Fundação reitera que todos os processos de contratação realizados pela instituição ocorrem de maneira lícita, transparente e em conformidade com a legislação vigente.

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