Porto Alegre,

Publicada em 06 de Maio de 2026 às 00:30

Estado vê geoparques com potencial para consolidar novo eixo turístico

O RS concentra metade dos seis geoparques reconhecidos pela Unesco no Brasil; outros dois estão em desenvolvimento

O RS concentra metade dos seis geoparques reconhecidos pela Unesco no Brasil; outros dois estão em desenvolvimento

/Rodrigo Temp Müller/Divulgação/JC
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Gabriel Margonar
Gabriel Margonar
O movimento que começa nos municípios gaúchos encontra respaldo também no governo estadual, que vê nos geoparques uma estratégia para diversificar e qualificar o turismo no Rio Grande do Sul. Coordenador do Comitê Gaúcho de Geoparques, Álvaro Machado afirma que o Estado reúne algumas das áreas mais relevantes do mundo para o estudo dos primeiros dinossauros, mas que o potencial vai muito além da ciência.
O movimento que começa nos municípios gaúchos encontra respaldo também no governo estadual, que vê nos geoparques uma estratégia para diversificar e qualificar o turismo no Rio Grande do Sul. Coordenador do Comitê Gaúcho de Geoparques, Álvaro Machado afirma que o Estado reúne algumas das áreas mais relevantes do mundo para o estudo dos primeiros dinossauros, mas que o potencial vai muito além da ciência.
"Sabemos do imenso potencial que o Estado possui, tanto do ponto de vista paleontológico quanto paleobotânico. Porém, não é só a questão dos fósseis em si: é tudo o que essa presença pode gerar em termos de cadeia produtiva do turismo", diz.
Atualmente, o Rio Grande do Sul concentra metade dos seis geoparques reconhecidos pela Unesco no Brasil, incluindo, além da Quarta Colônia, Caçapava do Sul e Caminhos dos Cânions. Além disso, há novos projetos em desenvolvimento, como o Raízes de Pedra e o Geoparque Triássico Vale do Rio Pardo.
Segundo Machado, a consolidação desses territórios ajuda a transformar um patrimônio antes restrito ao meio acadêmico em um produto turístico integrado, capaz de atrair diferentes públicos - de pesquisadores a famílias em busca de experiências culturais e de natureza.
Mas, apesar dos avanços, ainda há desafios, como a estruturação de rotas integradas e a ampliação da promoção turística. Mesmo assim, o cenário é visto como promissor: "Depois de mais de 30 anos acompanhando o turismo no Estado, posso dizer que é um novo momento para regiões como a da Quarta Colônia", finaliza.

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