Fora da Quarta Colônia, mas ligada ao mesmo patrimônio geológico que atravessa o coração do Estado, Candelária também se afirma como ponto-chave nesse verdadeiro mapa da paleontologia. Logo na chegada, onde o pórtico já anuncia a ligação com os dinossauros, a cidade transforma essa identidade em experiência concreta. Já no Museu Municipal Aristides Carlos Rodrigues, o passado não apenas está exposto como pode ser tocado, observado de perto e, sobretudo, compreendido como parte viva da história local.
Com cerca de 50 animais pré-históricos em exposição, o acervo apresenta diferentes momentos da paleofauna encontrada na região do Vale do Rio Pardo. O espaço recebe desde estudantes do ensino básico até pesquisadores e turistas interessados em compreender a história da vida na Terra.
Curador voluntário do museu, Carlos Rodrigues destaca que o trabalho vai além da exposição. "A instituição participa da identificação de novos afloramentos, auxilia na retirada de fósseis e atua na preservação e divulgação do material".
Um dos marcos do acervo é a mandíbula encontrada em um dos primeiros trabalhos de campo acompanhados pela equipe local. O fóssil, posteriormente identificado como uma espécie inédita, recebeu o nome de Candelariodon barberenai e se tornou o registro número 1 da coleção.
"Sendo o material paleontológico de Candelária de relevância internacional, ele se consolida como uma das maiores riquezas do município. O encontro com um fóssil, por si só, materializa a certeza da existência da pré-história", resume Rodrigues.