Porto Alegre,

Publicada em 30 de Abril de 2026 às 15:31

Gaúchos buscam na Itália o caminho para valorizar o queijo colonial da Serra

Grupo quer avançar na construção da Indicação Geográfica (IG) do queijo colonial da Serra Gaúcha

Grupo quer avançar na construção da Indicação Geográfica (IG) do queijo colonial da Serra Gaúcha

Sebrae-RS/Divulgação/JC
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Agências
Um grupo de produtores de queijo e técnicos do Rio Grande do Sul está na Itália, onde participa de uma imersão para entender como os europeus transformaram tradição em valor de mercado. A Missão Técnica Internacional sobre Indicação Geográfica do Queijo Colonial, organizada pelo Sebrae RS, ocorre até o dia 4 de maio e passa por regiões como Trento, Bergamo e Parma, reunindo queijeiros, especialistas e representantes de instituições em busca de um objetivo comum: avançar na construção da Indicação Geográfica (IG) do queijo colonial da Serra Gaúcha.
Um grupo de produtores de queijo e técnicos do Rio Grande do Sul está na Itália, onde participa de uma imersão para entender como os europeus transformaram tradição em valor de mercado. A Missão Técnica Internacional sobre Indicação Geográfica do Queijo Colonial, organizada pelo Sebrae RS, ocorre até o dia 4 de maio e passa por regiões como Trento, Bergamo e Parma, reunindo queijeiros, especialistas e representantes de instituições em busca de um objetivo comum: avançar na construção da Indicação Geográfica (IG) do queijo colonial da Serra Gaúcha.
A experiência tem um foco estratégico. O grupo está mergulhando no funcionamento dos consórcios italianos, estruturas que organizam produtores, definem regras, garantem qualidade e sustentam, ao longo do tempo, a reputação dos chamados queijos de origem protegida.
“A Itália não foi escolhida por acaso. Eles são mestres em proteger e valorizar produtos por meio das Indicações Geográficas. Entender como esses consórcios funcionam, como se organizam e se posicionam no mercado, é talvez o maior ganho que podemos ter”, explica a especialista de Leite e Derivados do Sebrae RS, Aline Balbinotto.
Ao longo da missão, os participantes já passaram por encontros técnicos e visitas que reforçam um conceito central: o produto, sozinho, não sustenta valor. É o território que o legitima. “A percepção mais forte que estamos consolidando vai muito além da técnica de produção. Os queijos mais bem-sucedidos daqui não vendem apenas um produto, mas um território inteiro, com história, identidade e conexão cultural”, afirma Aline.
Esse entendimento dialoga com o momento vivido no Rio Grande do Sul. O queijo colonial, nascido da adaptação dos imigrantes no Brasil, carrega um valor simbólico e econômico importante. “Ele é um patrimônio cultural que sustenta famílias, preserva a história e representa a força da agricultura familiar gaúcha”, completa a especialista.
Para quem vive o dia a dia da produção, os aprendizados já começam a ganhar forma prática. O produtor Sérgio Lorezon, da Queijaria Beija-Flor, de Carlos Barbosa, destaca o rigor europeu na gestão da oferta. “Uma das coisas que mais chama atenção é que eles não excedem a produção. Preferem que falte produto a deixar sobrar e desvalorizar o mercado. O foco é totalmente na qualidade, não na quantidade”, observa.
Formado por queijeiros, técnicos da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI), Emater, Sebrae RS e representantes de universidades, o grupo segue em agenda nos próximos dias, consolidando referências que devem servir de base para estruturar a Indicação Geográfica do queijo colonial da Serra Gaúcha.

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