Com previsão de publicação para junho, o edital sobre a concessão do transporte público municipal em Santa Maria vai exigir a ampliação na frota de ônibus, sistema de GPS, além de aceitar formas de pagamentos mais amplas, como o PIX. Segundo a prefeitura, ainda está sendo estudada a possibilidade de subsídio e, caso ele aconteça, em qual valor. A possibilidade de um reajuste retoma a discussão sobre o orçamento do município para o transporte coletivo, operação da concessão atual sem subsídio municipal e o cálculo da tarifa.
De acordo com Silvio Souza, superintendente de transportes da secretaria de Serviços Públicos de Santa Maria, a prefeitura ainda estuda a possibilidade de subsídio no valor da passagem, o que deve ser decidido até a publicação do edital. Segundo cálculos da Associação de Transportadores Urbanos (ATU), a tarifa técnica pode ultrapassar os R$ 12,00 caso não haja contribuição do município.
De acordo com o superintendente, a base para o cálculo da tarifa é a divisão entre as despesas do sistema pelo número de passageiros. Além disso, explica que cerca de 70% das despesas da concessionária são de combustível.
Souza também argumenta que o preço anunciado em março já está defasado. De forma que, levando em consideração o aumento do diesel e a falta de subsídio do município, as empresas que operam o transporte público municipal estão em prejuízo.
Ele justifica a decisão atual da prefeitura em não custear parte da tarifa pela dificuldade de arcar financeiramente com um investimento do porte necessário. A previsão para início da operação do transporte conforme as exigências do edital é para o fim de 2026, explica Souza.