Porto Alegre,

Publicada em 24 de Abril de 2026 às 17:31

Pelotas amplia hortas comunitárias a comunidades quilombolas

O Comitê Gestor Quilombola de Pelotas se reuniu na manhã desta quinta-feira (23). Unidade é a única no País devidamente regulamentada

O Comitê Gestor Quilombola de Pelotas se reuniu na manhã desta quinta-feira (23). Unidade é a única no País devidamente regulamentada

Tobias Bernardo/Prefeitura de Pelotas/Divulgação/Cidades
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Maria Vitória Marca
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Na reunião que celebrou os três anos de regulamentação do Comitê Gestor Quilombola de Pelotas, o único nesta condição atualmente no País, a Prefeitura de Pelotas ofereceu estender às cinco comunidades quilombolas localizadas na zona rural do município o projeto de hortas e pomares comunitários. A iniciativa a cargo da Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA) já está em andamento na reserva indígena kaingang Gyró, na colônia Santa Eulália, em escolas da rede municipal e no terreno nos fundos da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), no Areal. O encontro foi realizado na Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e também contou com presença de técnicos da Emater.

O projeto foi apresentado pelo professor da rede municipal, há quatro anos lotado na SQA, William Domingues. Conforme ele, tanto a horta como o pomar serão viabilizados com recursos próprios da pasta, que inclui kit de equipamentos, mudas, sementes e acompanhamento, para fins de produção de compostagem para matéria orgânica. Para ele, a ideia é ter produção em curto prazo de frutíferas cítricas, como laranja de umbigo, limão e frutas nativas, como araçás e pitangas.
Na reunião que celebrou os três anos de regulamentação do Comitê Gestor Quilombola de Pelotas, o único nesta condição atualmente no País, a Prefeitura de Pelotas ofereceu estender às cinco comunidades quilombolas localizadas na zona rural do município o projeto de hortas e pomares comunitários. A iniciativa a cargo da Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA) já está em andamento na reserva indígena kaingang Gyró, na colônia Santa Eulália, em escolas da rede municipal e no terreno nos fundos da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), no Areal. O encontro foi realizado na Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e também contou com presença de técnicos da Emater.

O projeto foi apresentado pelo professor da rede municipal, há quatro anos lotado na SQA, William Domingues. Conforme ele, tanto a horta como o pomar serão viabilizados com recursos próprios da pasta, que inclui kit de equipamentos, mudas, sementes e acompanhamento, para fins de produção de compostagem para matéria orgânica. Para ele, a ideia é ter produção em curto prazo de frutíferas cítricas, como laranja de umbigo, limão e frutas nativas, como araçás e pitangas.
A oferta da Prefeitura não foi à única. Na reunião, a professora Renata Cristina Rocha da Silva (Terapia Ocupacional, UFPel), demonstrou o interesse institucional de se aproximar das comunidades quilombolas do município para desenvolver ações do programa AfirmaSUS, do governo federal. A iniciativa é voltada para negros, indígenas, quilombolas, PCDs, trans e refugiados discentes de universidades públicas por meio de dois eixos, saúde mental e acessibilidade. Segundo a professora, o objetivo é ir a campo, se inserir nas comunidades quilombolas para oferecer atividades de saúde e de cultura.

A reunião também discutiu a possibilidade, com representantes da Rede Cultura Viva de Pelotas, das comunidades se transformarem em pontos de cultura reconhecidos pela Fundação Palmares. A medida torna mais fácil acessar projetos como a Lei Aldir Blanc e outros editais.

As cinco comunidades quilombolas presentes na zona rural do município são: Quilombo Vó Elvira, Monte Bonito (9º Distrito); Quilombo do Algodão, na colônia Triunfo (4º Distrito); Quilombo do Alto do Caixão, no Quilombo (7º Distrito); e os Quilombos do Cerrito Alegre e Ramos, ambos no Cerrito Alegre (3º Distrito).

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