O Aeroporto Lauro Kortz, em Passo Fundo, segue operando normalmente, mesmo após a reavaliação de critérios de infraestrutura e segurança pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Na prática, a operação aérea no município foi mantida sem redução significativa de voos, graças a ajustes técnicos e à reclassificação de aeronaves utilizadas pelas companhias.
De acordo com a Secretaria de Logística e Transportes do Rio Grande do Sul (Selt), por meio do Departamento Aeroportuário (DAP), não houve suspensão das atividades no terminal, mas sim uma adequação operacional às restrições previstas na Portaria nº 17.993/2025, que impacta especificamente aeronaves de maior porte, classificadas como código 4C. As informações são da assessoria de imprensa da prefeitura.
Diante desse cenário, as companhias aéreas realizaram ajustes em suas malhas para operar com aeronaves compatíveis com a infraestrutura atual do aeroporto, enquadradas na categoria 3C. Parte dos modelos anteriormente classificados como 4C foi, inclusive, reclassificada pela própria ANAC, permitindo a continuidade das operações dentro dos parâmetros exigidos.
Segundo o diretor do DAP, Marcelo de Canossa Macedo, o cenário é resultado de uma acomodação operacional que não trouxe prejuízos aos passageiros. “O que houve foi uma reclassificação e ajustes na malha aérea. As aeronaves continuam operando normalmente, dentro das características do aeroporto”, afirma.
Nos demais casos, as empresas também promoveram adequações com o objetivo de preservar a oferta de assentos. Conforme o DAP, não há previsão de impacto relevante na conectividade aérea de Passo Fundo nos próximos 180 dias.
Atualmente, operam no aeroporto aeronaves como Airbus A319, A320 e A320neo, utilizadas por Latam e Azul, além do Boeing 737-800, da Gol. Em termos de participação na movimentação de voos comerciais regulares, Latam e Azul concentram cerca de 40% das operações cada, enquanto a Gol responde por aproximadamente 20%.
Os registros oficiais indicam a continuidade das operações programadas pelos próximos meses, conforme planejamento das companhias aéreas e validação dos órgãos responsáveis, com participação da Infraero e dos operadores do sistema de aviação civil.