Porto Alegre,

Publicada em 26 de Março de 2026 às 18:05

Liminar proíbe construções verticais no entorno do Parque da Guarita, em Torres

Multa diária em caso de descumprimento é de R$ 1 milhão; novas licenças só podem ser emitidas com parecer do Iphae

Multa diária em caso de descumprimento é de R$ 1 milhão; novas licenças só podem ser emitidas com parecer do Iphae

PREFEITURA DE TORRES/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Jornal Cidades
A pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) em ação civil pública (ACP), a Justiça determinou, em caráter liminar, pela a suspensão imediata de todas as licenças e alvarás já emitidos para empreendimentos de construção vertical nas áreas lindeiras ao Parque Estadual José Lutzenberger, conhecido como Parque da Guarita, em Torres, no Litoral Norte. A liminar engloba construções nas Zonas 24, no bairro São Francisco, e 25, no bairro Guarita II. A multa diária por descumprimento foi fixada em R$ 1 milhão, a ser revertida ao Fundo de Reconstituição de Bens Lesados e ao Fundo Estadual do Meio Ambiente.
A pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) em ação civil pública (ACP), a Justiça determinou, em caráter liminar, pela a suspensão imediata de todas as licenças e alvarás já emitidos para empreendimentos de construção vertical nas áreas lindeiras ao Parque Estadual José Lutzenberger, conhecido como Parque da Guarita, em Torres, no Litoral Norte. A liminar engloba construções nas Zonas 24, no bairro São Francisco, e 25, no bairro Guarita II. A multa diária por descumprimento foi fixada em R$ 1 milhão, a ser revertida ao Fundo de Reconstituição de Bens Lesados e ao Fundo Estadual do Meio Ambiente.
A decisão também proíbe o município de Torres de emitir novas licenças ou alvarás para esse tipo de empreendimento até que haja análise prévia e anuência obrigatória do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae).
Conforme a promotora de Justiça Dinamárcia Maciel de Oliveira, autora da ação, o Plano Diretor de Torres, aprovado em 2024, não estabelece limites de altura para edificações na Zona 24 e permite construções de até 15 metros na Zona 25, apesar de ambas estarem inseridas no entorno direto do Parque da Guarita, área tombada como patrimônio ambiental, paisagístico e cultural. “Diversos empreendimentos, incluindo um resort de 14 pavimentos, tiveram licenças concedidas sem qualquer encaminhamento de análise ao Iphae, o que foi confirmado pelo próprio instituto”, afirmou.
Acolhendo a todos os pedidos do MPRS, o juiz André Suhnel Dorneles reconheceu o risco de danos irreversíveis ao patrimônio natural e à paisagem da região, afirmando que a ausência de consulta ao Iphae configura vício insanável nos processos de licenciamento. A prefeitura de Torres foi procurada para falar sobre a decisão, mas ainda não se pronunciou.

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