Porto Alegre,

Publicada em 26 de Março de 2026 às 14:20

Granpal pedirá isenção de ICMS do diesel na crise no RS

Decisão da assembleia geral da entidade visa a reduzir impactos imediatos da falta de combustível nos serviços públicos

Decisão da assembleia geral da entidade visa a reduzir impactos imediatos da falta de combustível nos serviços públicos

Granpal/Divulgação/Cidades
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Lívia Araújo
Lívia Araújo Repórter
A crise no abastecimento de combustíveis no Rio Grande do Sul, agravada por tensões internacionais no Oriente Médio, mobilizou prefeitos da Região Metropolitana nesta quinta-feira (26). Em assembleia extraordinária da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal), a principal medida definida foi solicitar ao governo do Estado a isenção do ICMS sobre o diesel, como forma de reduzir os impactos imediatos nos serviços públicos.
A crise no abastecimento de combustíveis no Rio Grande do Sul, agravada por tensões internacionais no Oriente Médio, mobilizou prefeitos da Região Metropolitana nesta quinta-feira (26). Em assembleia extraordinária da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal), a principal medida definida foi solicitar ao governo do Estado a isenção do ICMS sobre o diesel, como forma de reduzir os impactos imediatos nos serviços públicos.
O pedido ocorre em meio ao avanço do desabastecimento em centenas de cidades gaúchas. Levantamento recente da Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs) aponta que o número de municípios com dificuldades subiu de 142, na última sexta-feira (20) para 166 na terça-feira (24). Na Região Metropolitana, os efeitos já são sentidos, especialmente no transporte coletivo, que vem passando por remanejamento de horários, e em serviços essenciais.
De acordo com o presidente da entidade, Marcelo Maranata, prefeito de Guaíba, o cenário é considerado crítico e exige resposta imediata do poder público estadual. “A pauta emergente agora é que o Estado isente o combustível na região metropolitana, no Estado inteiro, por conta dessa alta de R$ 1,20 na bomba, que reflete imediatamente no transporte e todos os serviços da Prefeitura”, afirmou.
O impacto já é sentido diretamente pela população. Segundo Maranata, a elevação no preço do diesel e a incerteza no fornecimento têm pressionado contratos e levado à redução de serviços. “Isso encarece o serviço e a preocupação é de estar faltando combustível. Hoje as empresas têm em média 72 horas e terminam o combustível”, destacou.
O transporte coletivo é um dos setores mais afetados. Conforme o presidente da Granpal, cerca de 20% das cidades da região já reduziram horários, principalmente nos fins de semana, como forma de preservar a operação nos períodos de maior demanda. “Vivemos momentos bem preocupantes, em que as empresas não sabiam se iam conseguir operar no início da semana”, disse.

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