O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) avança nas obras de implantação e pavimentação da BR-285, no trecho de São José dos Ausentes. Atualmente, a execução da camada de pavimentação já alcança cinco quilômetros de extensão.
Para além dessas obras há a preocupação com a proteção da fauna silvestre e, assim, passagens de fauna estão sendo objeto de melhorias como, por exemplo, adaptações em duas passagens de fauna subterrâneas. As intervenções consideram estudos técnicos que apontam que passagens mais curtas tendem a ser mais utilizadas por diferentes espécies. Além disso, a presença de vegetação próxima às entradas favorece a utilização desses dispositivos. Com base nessas evidências, foram realizados ajustes como o reposicionamento e o encurtamento das estruturas.
Outro ponto relevante refere-se às travessias sob pontes. Monitoramentos realizados por meio de armadilhas fotográficas indicaram que cervídeos nativos evitam esses locais quando há presença de lâmina d’água. Diante disso tem-se a criação de passagens secas, garantindo condições adequadas de travessia, mesmo durante períodos de cheia, e contribuindo para a conectividade entre áreas de campo e mata ciliar ao longo da rodovia.
Buscando efetividade de todas estas ações de proteção à fauna silvestre em face das obras na rodovia, estão sendo implantadas cercas direcionadoras de fauna, que integram o conjunto de medidas voltadas à preservação da biodiversidade local. As estruturas têm como objetivo manter a conectividade entre habitats e reduzir o risco de atropelamentos de animais silvestres ao longo da rodovia.
A base das cercas é composta por taipas, que são muros de pedras arrumadas manualmente, associadas a telas metálicas com altura final de 1,80 metros e extensão aproximada de três quilômetros, dos quais cerca de 1.400 metros já estão em execução. As cercas serão instaladas nas saídas das seis passagens de fauna existentes na rodovia, entre pontes e galerias subterrâneas, direcionando os animais para pontos seguros de travessia.
Todas estas ações de proteção à fauna são acompanhadas pela equipe de Gestão Ambiental, atuando em conjunto com a construtora em face dos desafios impostos pela topografia da região. As adequações necessárias à efetividade das passagens de fauna vêm sendo realizadas conforme as condições observadas em campo e aquelas indicadas pelo Ibama.