A prefeitura de Erechim encaminhou à Câmara de Vereadores um projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a realizar repasse de subsídio à empresa concessionária responsável pelo transporte coletivo urbano do município. A matéria deve ser votada pelos vereadores na terça-feira (17).
A proposta é assinada pela Secretaria Municipal de Gestão e Governança e pela Secretaria Municipal de Administração e busca garantir a continuidade do serviço público diante das dificuldades enfrentadas pelo setor nos últimos anos. O projeto prevê o repasse de R$ 1,66 milhão, dividido em 10 parcelas mensais de R$ 166 mil, com base em relatórios de fluxo financeiro apresentados pela concessionária.
Segundo justificativa do Executivo, o transporte coletivo urbano tem enfrentado uma combinação de fatores que impactaram diretamente sua sustentabilidade econômica, como a redução no número de passageiros, o aumento de custos operacionais, especialmente com combustíveis, manutenção e peças, e mudanças no comportamento da população após a pandemia.
O secretário de Gestão e Governança, Edgar Marmentini, explica que a proposta busca preservar um serviço essencial para a população. “Nos últimos anos, houve uma queda significativa no número de passageiros e um aumento expressivo dos custos de operação. O projeto de compensação tarifária é uma medida necessária para garantir a continuidade do transporte coletivo e evitar impactos maiores para quem depende do serviço diariamente”, destaca.
O secretário complementa que, apenas em 2025, idosos e pessoas com deficiência (PCDs), isentos do pagamento da tarifa somaram mais de 368 mil utilizações do transporte coletivo, com média mensal superior a 30 mil usuários. Já os estudantes, que têm direito à meia passagem, representaram mais de 283 mil passageiros no ano, com média de 23 mil por mês.
De acordo com a secretária de Administração, Aline da Costa, a proposta também busca preservar o equilíbrio do sistema sem transferir o impacto diretamente ao usuário. “O transporte coletivo é um direito social e um serviço essencial para garantir o acesso ao trabalho, à educação e à saúde. Com essa medida, buscamos assegurar a continuidade e a qualidade do serviço, evitando que a população seja penalizada com aumentos expressivos na tarifa”, afirma.