Porto Alegre,

Publicada em 02 de Março de 2026 às 18:22

Prefeitura elabora edital para concessão da Gare de Santa Maria

Expectativa é que documento seja publicado até julho, com previsão dos primeiros negócios instalados até o fim de 2026

Expectativa é que documento seja publicado até julho, com previsão dos primeiros negócios instalados até o fim de 2026

Marcelo Oliveira/Divulgação/Cidades
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Maria Vitória Marca
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Com a reforma concluída em 2024, a Estação Férrea da Gare deve ser concedida à empresa privada em Santa Maria. O espaço histórico em Santa Maria foi palco de diversos eventos públicos desde a reabertura, mas a destinação final deve ser a concessão para uma empresa privada administrar. O edital, segundo a prefeitura, deve ser aberto até julho deste ano.
Com a reforma concluída em 2024, a Estação Férrea da Gare deve ser concedida à empresa privada em Santa Maria. O espaço histórico em Santa Maria foi palco de diversos eventos públicos desde a reabertura, mas a destinação final deve ser a concessão para uma empresa privada administrar. O edital, segundo a prefeitura, deve ser aberto até julho deste ano.
Atualmente, o município é quem arca com o valor da manutenção do local. Para a secretária de Governança, Carolina Lisowski, a ideia é criar um espaço com a presença de empreendimentos gastronômicos e culturais, atraindo o turismo para região.
Segundo Lisowski, o edital ainda está em fase de preparo. De acordo com ela, trata-se de uma concessão de uso em troca de uma "exploração comercial que resguarde atividades que sejam gastronômicas, culturais e identitárias". Além disso, também fica como função da empresa ganhadora do edital a manutenção e modernização da Gare, espaço tombado como patrimônio histórico. 
A secretária também explica como funcionará o uso da estação com a concessão. Ela afirma que não há tentativa de privatização, de forma que o espaço deve continuar tendo uso público. Segundo Lisowski, a empresa ganhadora poderá alugar os espaços na estação, além de determinar quais empreendimentos poderão ocupar o local, seguindo o acordo do edital de manter a memória histórica da estação. Da mesma maneira, o Memorial da Ferrovia permanece sob a gestão direta do poder público para garantir a preservação da história ferroviária da cidade.
A expectativa com a concessão é que a Gare se torne um atrativo turístico da cidade, não só pelo seu valor histórico, mas também pela gastronomia e economia criativa, que deve ser implementada. "O foco é que esse espaço possa ser usado diariamente. Tendo empreendimentos voltados para gastronomia, economia criativa e cultura, porque a questão identitária do local é algo muito marcante na história de Santa Maria", conta a secretária. 
A previsão é que o vencedor assine contrato com a prefeitura de Santa Maria por 20 anos, com possibilidade de renovação por mais 20. Também não haverá repasse de valor para a prefeitura, uma vez que a concessão terá como contrapartida a instalação das atividades e a manutenção do espaço. Segundo Lisowski, o estudo de viabilidade econômica feito pela prefeitura prevê um aporte inicial de dois milhões de reais para a instalação da operação. Além disso, o valor mensal previsto para manutenção é de R$ 40 mil.
Também será de responsabilidade do vencedor da licitação criar um cronograma, com previsão de data de abertura dos empreendimentos que ocuparão a Gare. Segundo a secretária, depois da publicação deve haver um período de 30 a 45 dias para decidir que empresa terá a concessão e logo após isso, 180 dias para que o projeto seja inaugurado. No entanto, a abertura dos negócios só deve ocorrer no fim de 2026.
Lisowski destaca aos empreendimentos que possam ocupar o espaço a importância de preservar o valor histórico da estação. "O privado deve entregar para a população a manutenção da Gare, que deve seguir regras da conservação do patrimônio. Enquanto também mantém a questão da memória ferroviária e do viés cultural do lugar." 
O local é um dos principais marcos históricos de Santa Maria. A estação férrea foi inaugurada em 1885 e conectou a cidade ao resto do estado, a todo Brasil e à Argentina. O espaço chegou a ser o maior complexo ferroviário do centro do Rio Grande do Sul, durante os anos 1920 até a década de 1950. No entanto, com a decadência do transporte ferroviário a estação foi desativada para o tráfego de passageiros em 1996. A Gare foi tombada pelo município e pelo Estado em 2000 por ser considerada um patrimônio da região.

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