Porto Alegre,

Publicada em 19 de Fevereiro de 2026 às 18:10

Fecouva completa 60 anos no distrito de Otávio Rocha

Rainha Maísa Molon, e as princesas, Karina Calgaro (E) e Tainara Molon (D) compõem a corte da festa, que está na 15ª edição

Rainha Maísa Molon, e as princesas, Karina Calgaro (E) e Tainara Molon (D) compõem a corte da festa, que está na 15ª edição

FABIOLA CORREA/JC
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Lívia Araújo
Lívia Araújo Repórter
A Fecouva – Festa Colonial da Uva – chega à 15ª edição celebrando seis décadas de história no distrito de Otávio Rocha, em Flores da Cunha, na Serra Gaúcha. Criada em 20 de fevereiro de 1966 para marcar a inauguração da Igreja Matriz da Paróquia São Marcos, a festa será realizada neste ano exatamente na mesma data em que começou, há 60 anos. A programação ocorre nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro e 27, 28 de fevereiro e 1º de março, ao lado da igreja, com entrada gratuita. Paralelamente, acontece a 5ª Festa do Moranguinho.
A Fecouva – Festa Colonial da Uva – chega à 15ª edição celebrando seis décadas de história no distrito de Otávio Rocha, em Flores da Cunha, na Serra Gaúcha. Criada em 20 de fevereiro de 1966 para marcar a inauguração da Igreja Matriz da Paróquia São Marcos, a festa será realizada neste ano exatamente na mesma data em que começou, há 60 anos. A programação ocorre nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro e 27, 28 de fevereiro e 1º de março, ao lado da igreja, com entrada gratuita. Paralelamente, acontece a 5ª Festa do Moranguinho.
“É uma experiência colonial única de interior. A Fecouva é um encontro de gerações, que resgata as tradições de Otávio Rocha”, afirma a presidente Caroline Dani. Filha de Darci Dani, que presidiu a festa em 1983 e 2017, Caroline assume o comando do evento 43 anos depois da primeira gestão do pai. “Sempre houve um propósito por trás da festa. Em 1983, por exemplo, ainda não havia calçamento. A comunidade organizou o evento para reivindicar melhorias. Agora, teremos a reinauguração da praça, que passa a se chamar Praça Nacional da Uva”, destaca.
Com o tema “Vitrais da nossa história”, a edição homenageia a trajetória da comunidade a partir dos vitrais originais da igreja, símbolo arquitetônico e religioso do distrito. Além da exposição de uvas e morangos, que será montada no tradicional túnel coberto por videiras, a programação inclui desfile de carros alegóricos, nos dias 22 de fevereiro e 1º de março, shows, jogos coloniais e um evento técnico voltado a produtores de uva e morango, reforçando o vínculo com a agricultura.
A gastronomia é um dos principais atrativos. O carro-chefe culinário de Flores da Cunha é o menarosto, que consiste em um assado lento de frango, porco, codorna e coelho em um rolo giratório. A iguaria será servida em almoços durante os finais de semana, com expectativa de cerca de 500 refeições por edição. “Otávio Rocha é reconhecida pela gastronomia. Queremos valorizar o que é nosso”, reforça Caroline.
A organização projeta receber cerca de 30 mil visitantes, número expressivo para um distrito com aproximadamente 3 mil habitantes. Na edição anterior, em 2022, o público ficou entre 25 mil e 30 mil pessoas. A festa é totalmente comunitária, sem cobrança de ingresso, e neste ano terá, pela primeira vez, espaços externos destinados às comunidades que integram a paróquia para comercialização de produtos.
Outro destaque é o lançamento dos livros “Fecouva, 60 anos”, de Andressa Manosso, e “Aventuras na Vindima”, de Maurício Rech, este último com distribuição nas escolas do município. “Queremos reforçar o orgulho de viver no interior e mostrar às novas gerações a importância da agricultura e do meio ambiente”, afirma a presidente.
Além de celebrar a cultura da uva, base econômica de Flores da Cunha, a Fecouva também evidencia o crescimento da produção de morango, alternativa que garante renda ao longo de todo o ano. “O morango representa resiliência. É uma forma de as famílias diversificarem a produção e manterem a sustentabilidade econômica”, conclui Caroline.

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