Atualizado às 19h41min
O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio da Promotoria de Justiça de Capão da Canoa, instaurou um procedimento para apurar infestação de insetos que está afetando moradores dos Bairros Guarani e Praia Zona Norte, no município do Litoral Norte. A atuação de ofício teve início após relatos publicados nas redes sociais, nos quais várias pessoas apontaram uma situação persistente e incomum de proliferação de vetores, com prejuízos à qualidade de vida da população e potencial risco à saúde pública.
Em caráter de urgência, o MPRS também encaminhou ofícios à Vigilância Sanitária de Capão da Canoa e à Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), requisitando vistoria técnica na área afetada, a apuração de possíveis causas ambientais e sanitárias da infestação, a verificação da situação operacional da estação de tratamento de esgoto da região e a apresentação das medidas adotadas e das providências planejadas para a contenção do problema, incluindo plano de ação e cronograma.
No ofício destinado à Corsan, a promotora de Justiça Marina Lameira, responsável pelo procedimento, requisitou esclarecimentos específicos sobre eventuais fatores ligados ao saneamento que possam estar contribuindo para o aumento dos insetos, diante de indícios de que a situação vem se agravando no verão e impactando de forma significativa o cotidiano dos moradores dos bairros localizados na parte norte da cidade litorânea.
O prazo para resposta aos ofícios se encerrou na quinta-feira (12). Na tarde desta segunda-feira (16), a Corsan emitiu nota à imprensa na qual afirmou que "prestou todos os esclarecimentos solicitados" pelo MP, pontuando que "a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Guarani opera em plena normalidade, com manutenção preventiva em dia, inspeções diárias e desinfecção regular do efluente tratado. Não há registro de extravasamentos, vazamentos ou qualquer evidência técnica que relacione a operação da unidade à proliferação de insetos na região".