Morreu na quinta-feira (12), em Bento Gonçalves, aos 94 anos, o vinicultor Cilo Larentis, patriarca da família Larentis, fundadora da vinícola homônima, localizada no Vale dos Vinhedos. Carinhosamente chamado de nonno Cilo, ele foi a terceira geração da família Larentis no Brasil, neto de Arcangelo Gabriele Larentis e filho caçula de José e Theodora. Ao lado de sua esposa, Romilda Larentis (in memoriam), deu continuidade ao trabalho iniciado por seu pai, encontrando no cultivo das uvas não apenas uma paixão, mas também o sustento e a força da família.
O velório está sendo realizado na Capela das Almas, na Linha 6 da Leopoldina, Vale dos Vinhedos, e o sepultamento ocorre às 17h de sexta-feira (13), no Cemitério da Comunidade Capela das Almas.
Em 2001, ao lado dos filhos Olivar, Larri e Celso, participou da inauguração da Vinícola Larentis, levando o nome da família aos apaixonados por vinho em todo o Brasil e consolidando uma trajetória construída a partir do trabalho no campo e da união familiar.
Uma das figuras que ajudaram a construir a história da vitivinicultura no Vale dos Vinhedos, nonno Cilo deixa um legado marcado pela simplicidade, pela dedicação à terra e pelos valores que seguem vivos em cada safra e em cada geração. Ao longo de sua vida, esteve presente na rotina da propriedade, sempre atuando no vinhedo e acompanhando de perto a evolução da vinícola.
Cilo era avô do atual presidente da Aprovale – Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos, André Larentis. Segundo comunicado enviado pela assessoria de imprensa da vinícola, o patriarca "foi inspiração permanente para a família e para todos que tiveram o privilégio de conviver com ele".