Porto Alegre,

Publicada em 10 de Fevereiro de 2026 às 17:53

Santa Maria construirá complexo esportivo e educacional na Vila Km 2

Pavilhões pertencentes ao município apresentavam risco iminente de desabamento

Pavilhões pertencentes ao município apresentavam risco iminente de desabamento

Guilherme Brum/Prefeitura de Santa Maria/Divulgação/Cidades
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Jornal Cidades
A Prefeitura de Santa Maria iniciou, nesta segunda-feira (9), a demolição dos galpões localizados na Vila Km 2, no Bairro Divina Providência. A medida busca encerrar uma ocupação irregular em área de risco estrutural e integra o plano de segurança e assistência social iniciado em dezembro de 2025. Com a limpeza do terreno, que seguirá ao longo desta semana, o Executivo Municipal avança com estudos de viabilidade para a construção de uma nova escola e de um complexo esportivo para a comunidade local.
A Prefeitura de Santa Maria iniciou, nesta segunda-feira (9), a demolição dos galpões localizados na Vila Km 2, no Bairro Divina Providência. A medida busca encerrar uma ocupação irregular em área de risco estrutural e integra o plano de segurança e assistência social iniciado em dezembro de 2025. Com a limpeza do terreno, que seguirá ao longo desta semana, o Executivo Municipal avança com estudos de viabilidade para a construção de uma nova escola e de um complexo esportivo para a comunidade local.
As estruturas, de propriedade do Município, apresentavam risco iminente de desabamento e tinham sido interditadas pelo Corpo de Bombeiros em maio de 2025. Além do perigo físico, a Operação Km 2, deflagrada em 17 de dezembro do mesmo ano, identificou que o local era utilizado para atividades ilícitas e receptação de materiais furtados.
Ao longo de janeiro, uma força-tarefa garantiu o acolhimento social de uma família que residia na edificação irregularmente e o manejo de animais que se encontravam no local de forma precária. No campo institucional, a articulação do Executivo Municipal garantiu que a agremiação cultural Vila Brasil conseguisse uma nova sede junto ao Inter-SM, resolvendo a situação da escola de samba, que ocupava o prédio antigo com risco severo. Além disso, a Arsele Reciclagem também foi realocada para um novo local viabilizado pela Prefeitura.
Até o momento foram retiradas mais de 30 cargas de caminhão (com capacidade de 12 m³ cada) contendo apenas resíduos acumulados no local. Para evitar novas ocupações e garantir a segurança do futuro canteiro de obras, a Secretaria de Segurança e Ordem Pública reforçará o monitoramento na região. O serviço de coleta e destinação dos resíduos de alvenaria foi devidamente licitado, seguindo as normas ambientais para o descarte de materiais. Uma vez com o terreno limpo, o Município pode iniciar a fase de estudos de solo e projetos de engenharia.
"Esta medida é uma resposta concreta a um problema histórico. Nosso objetivo agora é trabalhar nos projetos necessários para transformar este local em uma referência positiva de educação e esporte para Santa Maria", pontua a secretária de Planejamento e Administração, Liana Ebling.
A demolição marca o desfecho da Operação Km 2, deflagrada em 17 de dezembro de 2025 para combater o tráfico de drogas e fiscalizar depósitos de reciclagem irregulares que funcionavam como pontos de receptação de materiais furtados — incluindo patrimônio público, como motores de geladeiras de escolas municipais —, atendendo também uma requisição do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).
O pavilhão é um imóvel de propriedade do Município e era ocupado por quatro grupos. Dois deles estavam com permissões de uso vencidas desde 2021/2022, enquanto os outros dois eram alvo de ação de reintegração de posse ajuizada pelo Executivo em 2023. Entre as irregularidades, um dos grupos permitia o uso habitacional indevido do imóvel, mantendo menores de idade em condições insalubres.
A gravidade estrutural da área foi confirmada em maio de 2025, quando o prédio foi interditado totalmente pelo Corpo de Bombeiros devido ao risco iminente de colapso e incêndio. Na ocasião, a notificação foi entregue a um dos ocupantes, que não repassou a informação oficial à Prefeitura. Entre a interdição e o início da limpeza do espaço, alguns princípios de incêndio ocorreram no local por conta da fiação deficiente e com risco agravado pelo acúmulo de resíduos inflamáveis.
Durante todo o processo de desocupação, a Prefeitura manteve-se aberta ao diálogo por meio da Secretaria de Planejamento e Administração, acolhendo as manifestações dos grupos para garantir uma transição segura e organizada.

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