Porto Alegre,

Publicada em 09 de Fevereiro de 2026 às 17:26

Museu Missioneiro de São Borja deve inaugurar em setembro

Acervo jesuítico do Museu Apparício Silva Rillo será transferido para novo espaço, que integrará eixo turístico com outros locais

Acervo jesuítico do Museu Apparício Silva Rillo será transferido para novo espaço, que integrará eixo turístico com outros locais

Ritieli Ramos/Prefeitura de São Borja/Divulgação/JC
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Maria Vitória Marca
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São Borja é uma cidade que foi palco de fatos centrais na história do Brasil, como as missões jesuíticas e a guerra do Paraguai, além de ser o berço de dois presidentes da República. Para fazer jus a essa imagem, a prefeitura planeja criar uma rota turística com alguns dos principais atrativos históricos do município: a Praça XV de Novembro, considerada um sítio missioneiro, o casarão da família Goulart, o museu-casa de Vargas, além da construção do novo Museu Missioneiro de São Borja, cujos trabalhos foram iniciados em dezembro do ano passado e devem ser concluídos até setembro de 2026.
São Borja é uma cidade que foi palco de fatos centrais na história do Brasil, como as missões jesuíticas e a guerra do Paraguai, além de ser o berço de dois presidentes da República. Para fazer jus a essa imagem, a prefeitura planeja criar uma rota turística com alguns dos principais atrativos históricos do município: a Praça XV de Novembro, considerada um sítio missioneiro, o casarão da família Goulart, o museu-casa de Vargas, além da construção do novo Museu Missioneiro de São Borja, cujos trabalhos foram iniciados em dezembro do ano passado e devem ser concluídos até setembro de 2026.
O projeto do Museu Missioneiro faz parte de um pacote de investimentos estaduais no valor de R$ 50 milhões, voltado para as áreas de turismo, cultura e infraestrutura nas regiões das missões jesuíticas, que completam 400 anos em 2026. O investimento foi anunciado em junho de 2025, quando o governo estadual formalizou 16 convênios com 12 municípios. Para a cidade de São Borja especificamente, foram destinados R$1,8 milhões para a construção do museu, com contrapartida de R$ 180 mil do município.
A abertura do Museu Missioneiro formará um conjunto com os demais atrativos, uma vez que o prédio está sendo construído em um terreno adjacente à casa memorial de Vargas, próximo também da praça XV de Novembro e do casarão Goulart, todos na avenida Presidente Vargas. O terreno destinado ao projeto tem 498 m², dos quais 382m² corresponderão à estrutura do museu com espaços para exposições fixas e temporárias, que devem ser interativas e voltadas para o audiovisual, explica o arquiteto responsável pelo projeto, Diego Eggres Bicca. 
Atualmente, o tema das missões jesuíticas já faz parte do Museu Municipal Aparício Silva Rillo. Nomeado em homenagem a um poeta, compositor e historiador de São Borja, o local tem exposições focadas na história do município, desde sua fundação até a atualidade. Entretanto, a parte mais conhecida do seu acervo refere-se ao período das missões: das 563 peças presentes nele, 38 fazem referência à herança jesuítica da cidade, o que o popularizou como museu missioneiro.
Com o projeto exclusivamente devotado ao período das missões, o acervo jesuítico do Museu Municipal deve passar a fazer parte do novo local. O conjunto inclui itens como uma coleção estatuária missioneira, peças de escultura em madeira da época e até motivos religiosos em arte barroco, que integrarão uma exposição fixa. Com santos, mártires, anjos guerreiros, sinos, objetos antigos do catolicismo e pedras com inscrições centenárias, o acervo é considerado um dos maiores do Estado, perdendo apenas para o Museu Missioneiro de São Miguel das Missões.
Bicca pontua a importância do local, ressaltando que o período "também faz parte da identidade de São Borja". “A cidade tem um grande potencial histórico e cultural. Além de sermos a terra dos presidentes, também somos considerados um dos primeiros dos sete povos das missões. Tudo isso é importante para o pertencimento do povo de São Borja”, salienta.
Entre as imagens que se destacam no acervo do museu, estão a de Santo Isidro Lavrador, costumeiramente levado junto aos índios que trabalhavam na lavoura para abençoar a jornada; a estátua do Senhor dos Passos, em tamanho natural, além de uma pintura de Nossa Senhora do Socorro, feita em óleo e têmpera sobre madeira, em formato irregular e simétrico.

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