Acostumada a sofrer com o racionamento de água principalmente durante o verão, Bagé volta a correr o risco de precisar adotar a medida em 2026. A possibilidade foi discutida em reunião da equipe técnica e diretiva do Departamento de Água, Arroios e Esgoto de Bagé (Daeb). Na oportunidade não foi definido sobre o tema, mas o baixo nível das barragens que abastecem a cidade da Campanha gaúcha deixam o departamento em alerta.
O Daeb deve se reunir de novo entre esta semana e o início de fevereiro, enquanto acompanha o nível de água no principal reservatório da cidade, a Barragem de Sanga Rasa, que está abaixo da normalidade. Segundo Sérgio Gonçalves, diretor da Estação de Tratamento de Água, em janeiro foram registrados apenas 39,8 milímetros de chuva, o que corresponde a 30% da média histórica, e não há previsão de voltar a chover até o fim do mês.
O baixo volume pluviométrico em Bagé altera o nível de água nos reservatórios da cidade. A Barragem da Sanga Rasa está 3,80 metros abaixo do normal, já a Barragem do Piraí está quase um metro negativa. No ano passado, o racionamento iniciou em março, quando a Sanga Rasa estava 4,10 metros abaixo da normalidade. A cidade chegou a ter 12 horas de interrupção do serviço de abastecimento de água no ano passado.
A irregularidade no volume precipitado é o “grande problema da nossa região”, afirma o diretor. Com um déficit em torno de 700 milímetros ao longo do ano de 2025, as chuvas menos intensas não conseguem recuperar e alcançar o volume necessário de água nos córregos que vão até as barragens, “tudo que entra é menos do que sai", explica Sérgio.
Com reuniões semanais planejadas e o nível das barragens com tendência de baixar, a decisão sobre o racionamento deve ser feita no início de fevereiro. Caso seja confirmado, ele deve seguir os mesmos padrões do ano anterior, ou seja, a cidade será dividida em duas regiões, com horários previamente definidos para o uso da água.