Porto Alegre,

Publicada em 22 de Dezembro de 2025 às 17:48

Trufas geram renda para produtores de Cotiporã

Fungos são comercializados para restaurantes e eventos na região

Fungos são comercializados para restaurantes e eventos na região

Rejane Paludo/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Jornal Cidades
Raras e valiosas, as trufas já são produzidas em Cotiporã. A família do agricultor Luís De Rossi, que cultiva nogueiras-pecã, é um dos poucos produtores dessa iguaria no Brasil. Na semana passada, ele realizou a abertura da colheita das trufas na propriedade, que contou com a presença do prefeito, José Carlos Breda, e representantes da Emater.
Raras e valiosas, as trufas já são produzidas em Cotiporã. A família do agricultor Luís De Rossi, que cultiva nogueiras-pecã, é um dos poucos produtores dessa iguaria no Brasil. Na semana passada, ele realizou a abertura da colheita das trufas na propriedade, que contou com a presença do prefeito, José Carlos Breda, e representantes da Emater.
As trufas são fungos comestíveis que se desenvolvem associados às raízes de árvores como as nogueiras-pecãs e são consideradas um produto de luxo, utilizado na alta gastronomia. A descoberta na propriedade aconteceu há três anos. “Em 2010, eu comprei as mudas de nogueiras de um viveirista e elas vieram inoculadas com o fungo, mas nem ele sabia disso. Quando encontramos, levamos para uma universidade, que constatou que era trufa. Desde então mudou tudo, começamos a colher trufas e está dando muito certo isso. E eu estou me adequando melhor ao manejo dela”, revela o produtor.
A colheita acontece entre os meses de novembro e janeiro e são da variedade Sapucay, conhecidas como trufas brasileiras. Neste ano, ele prevê colher em torno de 50 quilos, que são comercializados para restaurantes e eventos. De Rossi já está produzindo também mudas de nogueiras trufadas e pensa em um projeto de uma agroindústria de carpaccio de trufas, a fim de manter a regularidade da oferta do produto para restaurantes.
Para a Emater, essas descobertas também acabam gerando aprendizado, já que a relação com os produtores é sempre uma troca. “É muito interessante para a família e também para a Extensão Rural a construção de conhecimento em torno de todo esse processo de produção, e mesmo de busca de mercados”, destaca a assistente técnica regional a Emater, Adelaide Ramos.

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