Porto Alegre,

Publicada em 01 de Dezembro de 2025 às 00:30

Longa metragem vai tratar sobre a produção de lã no Interior do RS

Produção, que deve ser lançada em 2027, pretende exaltar artesãs de cidades gaúchas que trabalham com a lã em seus formatos

Produção, que deve ser lançada em 2027, pretende exaltar artesãs de cidades gaúchas que trabalham com a lã em seus formatos

/Lau Baldo/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Jornal Cidades
No coração do Pampa gaúcho, mulheres transformam lã em história, resistência e independência, desafiando um mundo patriarcal com a força de suas mãos e memórias. Esta é a premissa de “Linhas da Terra e do Tempo”, longa documental em produção pela Gloriosa Filmes. As filmagens acontecem desde 9 de novembro nas cidades gaúchas de Bagé, Caçapava do Sul, Cambará do Sul, Jaguarão, Lavras do Sul, Mostardas, Pinheiro Machado, São Gabriel e São Miguel das Missões. As gravações terminam no dia e terminam no dia 5 de dezembro. A direção é de Tatiana Lohmann, enquanto a produção executiva é assinada por Kátia Samara. O lançamento está previsto para 2027.A produção irá registrar as ideias, os sentimentos e o trabalho incessante de cerca de 20 personagens marcantes de uma tradição enraizada no coração da cultura gaúcha e suas artesãs. Na Campanha e Fronteira Sul, as profissionais da lã trançam, costuram e bordam artefatos que as fortalecem como mulheres e cidadãs. O projeto Linhas da Terra e do Tempo surge neste contexto para resgatar e valorizar toda a cadeia produtiva da lã no Rio Grande do Sul.“Estamos falando do artesanato da lã, mas estamos principalmente falando de histórias de mulheres que estão vivendo um processo de ver seu trabalho valorizado, depois de muita luta”, avalia Tatiana.Com uma equipe diversa e uma estrutura sustentável de produção, estão previstas 22 diárias de gravação divididas entre as nove cidades e campos, em regiões próximas à fronteira entre Brasil, Argentina e Uruguai. As gravações começaram em São Miguel das Missões para as demais cidades. A produção está em Cambará do Sul, onde fica até o dia 5 de dezembro.O filme registra as paisagens naturais e urbanas de cada uma das nove localidade, as artesãs e seus cotidianos. Com direção de fotografia de Edu Rabin, serão também documentadas as diferentes etapas do trabalho com a lã, desde a tosquia, a limpeza e lavagem, o molho, a secagem ao sol, o pentear, o fiar, a roca, o tear, até os produtos em formas e cores diversas. Os objetos usados na manufatura guardam marcas do passado. Tudo permeado por memórias e expressando modos de vida únicos no mundo todo.“Em nosso Estado, temos muitas práticas que são passadas de geração em geração e que além de se tornarem patrimônio cultural, reforçam a identidade da mulher gaúcha”, destaca a produtora Kátia Samara. “Este é o caso do saber e fazer da lã de ovelha. Desde o cuidado com os animais no campo, passando pela tosquia, beneficiamento e o posterior desenvolvimento de produtos artesanais feitos com este material, toda a cadeia possui esta conexão com nossa história e nossos costumes”, conclui.
No coração do Pampa gaúcho, mulheres transformam lã em história, resistência e independência, desafiando um mundo patriarcal com a força de suas mãos e memórias. Esta é a premissa de “Linhas da Terra e do Tempo”, longa documental em produção pela Gloriosa Filmes. As filmagens acontecem desde 9 de novembro nas cidades gaúchas de Bagé, Caçapava do Sul, Cambará do Sul, Jaguarão, Lavras do Sul, Mostardas, Pinheiro Machado, São Gabriel e São Miguel das Missões.
As gravações terminam no dia e terminam no dia 5 de dezembro. A direção é de Tatiana Lohmann, enquanto a produção executiva é assinada por Kátia Samara. O lançamento está previsto para 2027.
A produção irá registrar as ideias, os sentimentos e o trabalho incessante de cerca de 20 personagens marcantes de uma tradição enraizada no coração da cultura gaúcha e suas artesãs. Na Campanha e Fronteira Sul, as profissionais da lã trançam, costuram e bordam artefatos que as fortalecem como mulheres e cidadãs. O projeto Linhas da Terra e do Tempo surge neste contexto para resgatar e valorizar toda a cadeia produtiva da lã no Rio Grande do Sul.
“Estamos falando do artesanato da lã, mas estamos principalmente falando de histórias de mulheres que estão vivendo um processo de ver seu trabalho valorizado, depois de muita luta”, avalia Tatiana.
Com uma equipe diversa e uma estrutura sustentável de produção, estão previstas 22 diárias de gravação divididas entre as nove cidades e campos, em regiões próximas à fronteira entre Brasil, Argentina e Uruguai. As gravações começaram em São Miguel das Missões para as demais cidades. A produção está em Cambará do Sul, onde fica até o dia 5 de dezembro.
O filme registra as paisagens naturais e urbanas de cada uma das nove localidade, as artesãs e seus cotidianos. Com direção de fotografia de Edu Rabin, serão também documentadas as diferentes etapas do trabalho com a lã, desde a tosquia, a limpeza e lavagem, o molho, a secagem ao sol, o pentear, o fiar, a roca, o tear, até os produtos em formas e cores diversas. Os objetos usados na manufatura guardam marcas do passado. Tudo permeado por memórias e expressando modos de vida únicos no mundo todo.
“Em nosso Estado, temos muitas práticas que são passadas de geração em geração e que além de se tornarem patrimônio cultural, reforçam a identidade da mulher gaúcha”, destaca a produtora Kátia Samara. “Este é o caso do saber e fazer da lã de ovelha. Desde o cuidado com os animais no campo, passando pela tosquia, beneficiamento e o posterior desenvolvimento de produtos artesanais feitos com este material, toda a cadeia possui esta conexão com nossa história e nossos costumes”, conclui.

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