Porto Alegre,

Publicada em 14 de Julho de 2025 às 18:30

Furto de hidrômetros sobe 374% em 2025 em Caxias do Sul

Os principais alvos são os hidrômetros chamados de velocimétricos

Os principais alvos são os hidrômetros chamados de velocimétricos

Márcio Serafini/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Jornal Cidades
O Samae alerta à população para o aumento no furto de hidrômetros no primeiro semestre deste ano em Caxias do Sul. As perdas passam de R$ 120 mil entre janeiro e junho. Na outra ponta, Samae, Guarda Municipal e fiscalização da Secretaria do Urbanismo intensificam ações para coibir a receptação. Na última semana, duas pessoas foram presas em flagrante de posses de equipamentos e enquadradas no artigo 180 do Código Penal.
O Samae alerta à população para o aumento no furto de hidrômetros no primeiro semestre deste ano em Caxias do Sul. As perdas passam de R$ 120 mil entre janeiro e junho. Na outra ponta, Samae, Guarda Municipal e fiscalização da Secretaria do Urbanismo intensificam ações para coibir a receptação. Na última semana, duas pessoas foram presas em flagrante de posses de equipamentos e enquadradas no artigo 180 do Código Penal.
O alerta se justifica pelos números do primeiro semestre. Entre janeiro e junho de 2025, 217 equipamentos foram levados, contra 58 nos seis meses iniciais de 2024 - um aumento de 374% - e 142 em 2023. Em julho, antes das prisões, houve mais nove ocorrências.
A falta de previsão legal de punições mais rigorosas incentiva a reincidência, aponta o diretor-presidente do Samae, João Uez. “Muitas vezes o autor é levado pela Guarda Municipal à delegacia e solto em seguida”, lamenta. Uez solicita apoio da população para denunciar os autores dos furtos, principalmente por meio de imagens.
Para cada hidrômetro furtado, o prejuízo estimado é de R$ 570. São cerca de R$ 300, em média, para compra e reposição da unidade. O valor varia conforme o tipo de equipamento, e este custo é pago pelo consumidor.Além disso, o Samae tem, em média, R$ 70 de prejuízo pela falta de medição do consumo e R$ 200 para o deslocamento de equipe técnica para o reparo emergencial do cavalete, garantindo a continuidade do abastecimento ao usuário, e o retorno posterior para instalação do novo hidrômetro.
Os principais alvos são os hidrômetros chamados de velocimétricos, fabricados em metal (latão ou bronze). Os equipamentos volumétricos, feitos de composite (uma espécie de polímero) não têm valor para os receptadores.

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