Porto Alegre,

Publicada em 02 de Maio de 2025 às 07:00

"Nós já estamos acostumados com a enchente, não vamos sair", diz moradora

Amanda Laurier viu nível do rio Taquari subir rapidamente

Amanda Laurier viu nível do rio Taquari subir rapidamente

TÂNIA MEINERZ/JC
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João Dienstmann
João Dienstmann Editor
Em outro ponto de Roca Sales, na rua General Osório, a mesma aonde fica o Hospital Roque Gonzales, a autônoma Amanda Laurier reside em uma casa de dois pisos com o marido e o filho pequeno. No primeiro andar funciona o local de trabalho dela, enquanto na parte superior fica a residência. Entre a enchente de setembro e a de maio ela perdeu o emprego, em um fábrica de calçados, e decidiu empreender para manter o sustento.
Em outro ponto de Roca Sales, na rua General Osório, a mesma aonde fica o Hospital Roque Gonzales, a autônoma Amanda Laurier reside em uma casa de dois pisos com o marido e o filho pequeno. No primeiro andar funciona o local de trabalho dela, enquanto na parte superior fica a residência. Entre a enchente de setembro e a de maio ela perdeu o emprego, em um fábrica de calçados, e decidiu empreender para manter o sustento.
Da varanda do quarto, Amanda relata como foi o avanço das águas para a via e as casas. Segundo ela, em pouco mais de três horas o nível subiu ao ponto de deixar a rua onde residem intransitável. "Nós já estávamos acostumados com a enchente depois de setembro, então, erguemos os móveis, pegamos o carro e fomos para a rua de cima (rua Florença), que é mais alta. Soubemos de vários vizinhos que não quiseram sair, com medos de furtos", relembra.

Abandonadas, casas dão tom melancólico à cidade | TÂNIA MEINERZ/JC
Abandonadas, casas dão tom melancólico à cidade TÂNIA MEINERZ/JC
Ao deixar a casa e ir para um ponto mais alto, Amanda percebeu que o rio Taquari havia chegado a um ponto bem mais alto que o registrado em setembro de 2023. A forma de medição disso eram os andares da casa. Em maio, todo o primeiro andar ficou submerso, e a água atingiu o segundo pavimento, na varanda.
Mesmo com três eventos consecutivos, Amanda disse que não pensou em deixar Roca Sales. "Nós gostamos muito daqui, da cidade, do bairro. Temos que nos adaptar. Não vamos sair. A gente tem a consciência de que pode vir uma enchente maior e perdermos tudo", afirma

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