Porto Alegre,

Publicada em 13 de Fevereiro de 2025 às 18:41

Bento Gonçalves é referência no RS em atendimento a mulheres

Além do acolhimento, Centro realiza palestras para difundir direitos femininos e Lei Maria da Penha

Além do acolhimento, Centro realiza palestras para difundir direitos femininos e Lei Maria da Penha

MARCELO G. RIBEIRO/ARQUIVO/Cidades
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jornal cidades
A Coordenadoria da Mulher e o Centro Revivi, de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, realizaram no ano passado 1984 atendimentos, segundo relatório recente. Também foram feitas 165 visitas domiciliares, 6935 busca ativa (convidando as mulheres a terem atendimento e acompanhamento pela rede, e explicando sobre as medidas protetivas, os cuidados que devem ter, quem elas devem acionar quando houve algum tipo de descumprimento legal), e constadas 322 reincidências.
A Coordenadoria da Mulher e o Centro Revivi, de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, realizaram no ano passado 1984 atendimentos, segundo relatório recente. Também foram feitas 165 visitas domiciliares, 6935 busca ativa (convidando as mulheres a terem atendimento e acompanhamento pela rede, e explicando sobre as medidas protetivas, os cuidados que devem ter, quem elas devem acionar quando houve algum tipo de descumprimento legal), e constadas 322 reincidências.
O Rio Grande do Sul possui 70 Centros de Atendimentos e Bento Gonçalves é referência na área.
Ao longo do ano de 2024, foram realizadas pelas equipes diversas palestras em empresas e escolas para fortalecer a difusão e acessibilidade das informações corretas relativas à Lei Maria da Penha e aos tipos de violência contra a mulher que são patrimonial, física, moral, psicológica e sexual. Os encontros são realizados como forma de conscientização sofre o enfrentamento a agressões de gênero e o respeito ao direito de liberdade da mulher, à vida e ao controle do seu corpo.
Conforme a coordenadora Patrícia Da Rold, os números atestam uma atitude para a quebra do ciclo de violência. "Eu entendo que as mulheres estão se encorajando mais para fazer denúncias. Quanto mais nos procuram ou a Delegacia da Mulher, significa que elas estão mais informadas e que existe uma rede de apoio no município que vai dar suporte. Assim, ela não vai ficar sozinha nessa luta. Tem situações em que a mulher não tem família e, às vezes, quando tem, não dá suporte. Elas sabendo da rede, elas conseguem uma primeira atitude para se quebrar o ciclo de violência".
Patrícia destaca que muitas mulheres chegam ao Centro sem saber que estão sofrendo violência. "Elas imaginam que a agressão seja só física. Quando isso é compreendido, as mulheres entendem que estão protegidas por lei."
 

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