Nas margens do Rio Paranhana, entre montanhas e pequenas cidades do Rio Grande do Sul, distantes cerca de 80 km de Porto Alegre, um movimento musical floresceu com a força de um grito de resistência. O documentário "As Pedras do Rio Ligeiro - A História do Rock no Vale do Paranhana", dirigido por Rodrigo Viegas, resgata a história de uma cena roqueira que marcou os anos 80 e 90, uma época em que as correntezas do Rio Paranhana traziam o som rebelde das guitarras através das cidades. O nome do documentário deriva do próprio significado do nome do rio: "Paranhana" vem do guarani e significa "rio que corre ligeiro", através da junção de pará ("mar") e nhana ("correr"). O lançamento deve ocorrer em 2025.
De acordo com Viegas, a ideia de se fazer um documentário começou em Três Coroas. Entre idas e vindas, essa equipe iniciou as entrevistas em 2011. Já com outra equipe, as entrevistas foram encerradas em 2014, as últimas realizadas inclusive fora do RS. "Foi tudo com recursos próprios, chegamos a divulgar o projeto na época, mas as constantes paradas do ao longo dos anos acabaram transformando o documentário numa espécie de lenda urbana", explica o diretor.
Dentre as bandas entrevistadas, estão nomes icônicos da região, como Çalhere, Althar, Silêncio Oculto, Túlipa, Alerta Geral, Megalon, Os Exterminadores, Cristal Cético, Antisocial, Drelos e muitas outras. Além de resgatar memórias destas bandas e de festivais memoráveis, a produção recria o espírito de uma época marcada por dificuldades e conquistas. A energia dos protagonistas é capturada em detalhes, revelando como o Rock se tornou uma força coletiva de transformação cultural.