Após o período de crise da enchente, o movimento Solidariedade Pelotas, iniciativa organizada de modo emergencial por sindicatos e movimentos sociais, continuará atuando no município. Na semana passada foi deliberada a criação de um fórum que reunirá o movimento e também o IFSul e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
O fórum, que ainda não tem um nome específico, se dedicará a pensar políticas públicas para a cidade no período posterior ao evento extremo. "A partir de agora vai haver mudanças na geografia da cidade, que incluem pensar as águas, as questões sociais, a ocupação do espaço urbano. E quem vai definir os novos rumos? Queremos levar propostas da comunidade, para que as políticas não sejam direcionadas apenas para atender aos interesses econômicos", defendeu Lair de Mattos, presidente do Sindicato da Alimentação de Pelotas e também integrante da coordenação do Solidariedade Pelotas.
Depois de preparar mais de 20 mil refeições em duas cozinhas solidárias, organizar logística de entrega, doações, suporte a animais atingidos, o movimento agora se reestrutura para seguir atuando com outras tarefas, mantendo o vínculo forte com a comunidade. Na mesma plenária que aprovou a criação do fórum, também foi definida a organização de um conselho deliberativo do movimento Solidariedade Pelotas. Esse conselho será composto por uma ou um representante de cada sindicato, movimento social ou entidade que já participa do movimento, ou ainda daquelas iniciativas que venham a se somar.
Entre as novas ações do movimento no período posterior à enchente está a atuação de fiscalização e controle social dos recursos recebidos pelo poder público municipal, para garantir que sejam direcionados às comunidades afetadas. Além disso, o Solidariedade Pelotas também fará mutirões e distribuirá kits de higiene e limpeza.