Júlia Fernandes

Paulo Victor foi o primeiro a implementar o sistema de guarda-volumes ao lado do Consulado Americano

Júlia Fernandes

Em junho do ano passado o Consulado dos Estados Unidos da América abriu suas portas em Porto Alegre. Com isso alguns olhos atentos de empreendedores da região da Assis Brasil acharam uma boa oportunidade para começar novos negócios. E foi o que aconteceu, um “boom” de guarda-volumes em torno do consulado já que é proibido a entrada com celulares, entre outros objetos pessoais no local surgiu.
Em junho do ano passado o Consulado dos Estados Unidos da América abriu suas portas em Porto Alegre. Com isso alguns olhos atentos de empreendedores da região da Assis Brasil acharam uma boa oportunidade para começar novos negócios. E foi o que aconteceu, um “boom” de guarda-volumes em torno do consulado já que é proibido a entrada com celulares, entre outros objetos pessoais no local surgiu.
Paulo Vitor de Souza Barbosa, 31 anos, chaveiro levou a ideia a sério. Ele já tinha seu negócio, a banca de chaves no local a algum tempo, porém com a novidade do consulado e sabendo da restrição de alguns objetos no lugar ele resolveu pesquisar sobre guarda-volumes, foi até São Paulo para ver como funcionava no consulado de lá. “O que eu percebi lá é que as pessoas são bem exigentes com a questão de segurança então não podia ser qualquer tipo de armário, que não tivesse chave, teria que ser um bem padronizado que tivesse segurança”, comenta Paulo. Após a viagem ele resolveu trazer o mesmo modelo que encontrou lá, para cá e chegando em Porto Alegre o chaveiro teve que adaptar o novo negócio dentro do seu antigo. A banca teve todos os guarda-volumes colocados sob medida.
Só de investimento Paulo calcula que teve um gasto de R$ 4.000,00, entre a viagem, a compra de um computador para recibo aos clientes e a colocação dos armários. O serviço custa entre R$ 10,00 e R$ 20,00 depende se o cliente escolher entre gaveta ou armário, que só diferencia pelo tamanho e quantidade de objetos que podem ser guardados o local oferece 24 espaços. Por dia Paulo atende entre 5 e 20 clientes. O chaveiro ainda vê o negócio como um extra na sua renda no final do mês, pois ainda o movimento é baixo. “Ainda não é tudo aquilo o movimento do consulado, não está o que a gente esperava. Eu não tinha noção de como ia ser, mas não está do jeito que eu vi em São Paulo”, comenta Paulo que lucra ao mês entre R$ 1.500,00 e R$ 2.000,00.
Segundo Paulo além de o Consulado não ter o movimento esperado, a concorrência é outro fator que interfere. Só na esquina onde sua banca se localiza é ele e mais quatro negócios que oferecem o mesmo tipo de serviço. “Todos trabalham na mesma média de preços. A gente tenta fazer uma divisão para todo mundo conseguir pegar serviço”, afirma ele.
Paulo acredita que o serviço de guarda-volumes é o que vem salvando os demais negócios. Muitos comércios envolta abriram em função do consulado, cafés, restaurantes, entre outros. Porém o chaveiro observa que se fosse depender só das pessoas que frequentam o Consulado, a maioria dos empreendimentos já teria fechado. “Se não tivesse o serviço de guarda-volumes todos os comércios tinham quebrado. O pessoal montou toda uma estrutura aqui, mas não tem demanda para isso. As pessoas vêm preparadas para fazer a entrevista e ir embora. Não é que nem por exemplo, o Rio de Janeiro. Como lá é uma cidade turística o pessoal fica mais um tempo, consome o que tem em volta”, reflete ele. E por isso ele dá uma dica aos empreendedores “Espera o negócio abrir para ver o que eles realmente necessitam”. A banca de Paulo fica na esquina da Av. Assis Brasil com a Bezerra de Menezes e funciona das 7h às 18h de segunda a sexta.
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