Júlia Fernandes

Os fãs de Paris podem encontra rum pedacinho da cidade no Bairro Bom Fim

La Croissanterie, um café especializado em croissants

Júlia Fernandes

Os fãs de Paris podem encontra rum pedacinho da cidade no Bairro Bom Fim

“Eu sempre digo eu só tenho esta cafeteria hoje porque eu sempre gostei muito de viajar e sou fã do Starbucks”, conta Adré, 32 anos proprietário do La croissanterie, nova cafeteria do bairro Bom Fim. Até ter a ideia de começar um negócio como este a caminhada foi longa e repleta de mudanças de planos. A cafeteria parece ser uma pequena França no bairro Bom Fim. Desde a decoração, a comida inspirada na culinária Francesa o local atrai clientes fãs da cultura européia.
“Eu sempre digo eu só tenho esta cafeteria hoje porque eu sempre gostei muito de viajar e sou fã do Starbucks”, conta Adré, 32 anos proprietário do La croissanterie, nova cafeteria do bairro Bom Fim. Até ter a ideia de começar um negócio como este a caminhada foi longa e repleta de mudanças de planos. A cafeteria parece ser uma pequena França no bairro Bom Fim. Desde a decoração, a comida inspirada na culinária Francesa o local atrai clientes fãs da cultura européia.
O proprietário era criança ainda quando os pais se separaram. Com o casamento novo da mãe teve que se mudar para a cidade de Santo ngelo, e acabou crescendo lá. Quando terminou o ensino médio cursou vestibular para economia na UFRGS e para Direito na faculdade de Santo ngelo. Mesmo passando para as duas André não se sentia à vontade ainda com a ideia de deixar a cidade. A partir daí ele foi transitando em diversas áreas de administração de assessoria jurídica a professor de tênis.
A paixão pelo o esporte vinha desde criança, mas por não ter nenhuma formação em Ed. Física teve que abandonar a profissão de professor após ser denunciado no Conselho Regional de Educação Física - CREF. Ainda estudante de direito, André comprou um livro de receitas “sempre quando eu estava meio mal, meio triste eu gostava de cozinhar”, afirma ele que passou a produzir em casa croissants por passa-tempo. Após parar de dar aula André passou a questionar o rumo que daria a vida, se iria continuar o direito, se estudaria para ser professor ou se mudasse totalmente o destino e iria para a área de economia.
A história dos croissants começou quando Adré e sua ex-namorada criaram uma página no facebook para a venda por encomenda dos Croissants. André produzia e sua namorada os vendia. “A gente colocava numa caixa dessas de salgadinho e vendia em supermercado, na universidade. E Santo ngelo por ser uma cidade pequena eu tinha bastante contatos” , lembra ele. O negócio passou a dar tão certo que o empreendedor resolveu abrir um café na cidade. Após conseguir um financiamento com o banco, em agosto de 2015 ele abria seu primeiro negócio e junto disso trancava sua graduação de direito no oitavo semestre.
Por ser uma cidade do interior, segundo André inicialmente as pessoas se assustavam um pouco com o perfil do café. “Porto Alegre as pessoas entram, mas lá ficavam um pouco receosas”, fala ele. No início o café era em um bairro onde ele residia, após um tempo o empreendedor conseguiu alugar uma peça no centro de Santo ngelo para dar continuidade ao seu negócio. Tudo andava bem, quando de uma hora para a outra André passou a querer vim para a capital “eu sou muito emocional, eu não sou nada racional, me deu vontade de vir e eu vim para Porto Alegre”, conta ele.
Diferentemente de Santo ngelo aqui ele não tinha muitos contatos, o que ele sabia que dificultaria no processo de abrir um novo café. “Eu cheguei aqui com dois contatos: Nilton Saltolin, fotográfo que eu já conhecia e o André Machado, jornalista, que foi casado com meu pai”, comenta ele. Inicialmente ele tinha em mente três bairros, Cidade Baixa, Moinhos ou Bom Fim. A Cidade Baixa foi descartada, pois tinha que ser estrategicamente perto dos cafés que já existem, e André não achou um local, o bairro Moinhos por ter preços segundo ele, absurdos também acabou ficando de fora e no final acabou encontrando o local no bairro Bom fim. O proprietário chegou em Porto Alegre numa sexta-feira, olhou a casa em um sábado e na segunda-feira às 8h já estava na imobiliária pronto para alugar a casa. “Já tinha uma fila de espera, tinha que olhar a casa, mas eu disse “eu não quero nem olhar, me dá o contrato da casa””, lembra.
Em Santo ngelo André deixou duas funcionárias tomando conta da cafeteria, que hoje já é uma lanchonete mais popular. Ele ainda gerencia a lanchonete, mas pretende passar o negócio para uma das funcionárias que trabalham lá.
O La Croissanterie abriu no dia primeiro de junho. André não tinha ainda noção do potencial do neu empreendimento. “Eu só abri e deu um “boom”, para mim foi impressionante. Pra ti ter uma noção eu faturei em uma semana aqui o que eu faturava em um mês lá”, fala ele. Segundo o empreendedor o movimento aqui é cinco vezes melhor do que em Santo ngelo “nos sábados eu tenho fila de espera”, comenta. O proprietário da cafeteria não pode investir muito inicialmente no negócio por falta de verba, resolveu arriscar e começou a passar cheques para 30 dias para conseguir adquirir os materiais básicos para a cafeteria “Se não desse certo eu tinha o resto da vida para tentar limpar o meu nome, mas primeira semana eu consegui puxar todos os cheques e pagar tudo”, fala André com um certo alívio.
André é responsável por tudo no La Croissanterie, desde a gerência do estabelecimento a cozinha. Ele conta com a ajuda de mais três funcionárias que o auxiliam. As receitas são todas dele, acabou sendo a soma de tudo que André aprendeu nos livros de receita. Mesmo sendo especializado em croissants, La Croissanterie comercializa bolos, quiches e tortinhas. O estabelecimento não oferece uma gama muito grande de produtos, pois André preza pela qualidade deles. “Porto Alegre tem várias cafeterias que eu adoro, o agridoce, por exemplo, o café deles é surreal, mas eu percebo que nenhuma cafeteria que eu vá tenha uma comida que eu coma que eu diga “ah eu vou voltar lá para comer isso””, afirma ele que por este motivo quer tentar trazer as pessoas de volta pela comida.
O empreendedor afirma que não entende o porquê da grande procura pelo local. No período de tempo que ele está ali percebeu que a vizinhança gosta muito de estabelecimentos, comidas mais artesanais, algo que na visão dele falta em Porto Alegre “se tu for analisar os cafés aqui na volta, não tem um foco direcionado para alguma cultura, são mais industriais”, comenta.
A ideia de trabalhar com a temática francesa veio por acaso. André já viajou diversas vezes para França e lá se encantou pelas “la croissanteires”, que são estabelecimentos pequenos que só vendem croissants. Quando pensou em abrir um café, passou a questionar-se de qual nome daria para seu negócio “pensei em colocar “the baker”, só que americano não faz muito o meu estilo e eu pensei em algo mais europeu e veio La Croissanterie”, lembra ele. Segundo André, acabou sendo seu único erro ou não. A ideia de colocar um nome francês e em conjunto da decoração, que tinha as fotos expostas, “Coloroid de Paris” de Santolin acabou limitando um pouco as ideias, pois obrigatoriamente teve que se prender somente a esta cultura. Mas o café lotado todos os dias é a prova de que tudo acabou dando certo. Não estranhe se um dia você estiver tomando café por lá e ouvir pessoas conversando em francês, pois acabou virando rotina algumas pessoas irem dar aula de língua francesa lá.
André leva seu negócio sozinho, mas frequentemente recebe propostas de pessoas querendo fazer sociedade, mas por enquanto ele pretende continuar sozinho. Recentemente o empreendedor fez parceria com a escola Aliança Francesa e dia 14 de julho fará o café da manhã deles lá em comemoração a Revolução Francesa. Além disso ele foi convidado a participar do Festival de Cinema Francês Varilux, no Bourbon Country. Apesar de ter começado a pouco tempo André já tem planos para o futuro “tenho interesse de ano que vem de abrir uma loja na zona sul, porque tinham me aconselhado de quando eu vim para cá ir para a Zona Sul, eu acho interessante”, afirma ele.
A cafeteria tem cinco espaços e nos sábados abre um espaço extra que faz parte da sua casa. Sim, André reside na mesma casa que sua cafeteria funciona. Por semana ele recebe cerca de mil clientes, são entre 120 e 130 pessoas por dia. O La Croissanterie abre de segunda a sábado das 9h às 19h. “Fui convidado a abrir domingo, mas sou católico não vai rolar”, brinca ele.
Júlia Fernandes

Júlia Fernandes 

Júlia Fernandes

Júlia Fernandes 

Leia também

Deixe um comentário