Colline de France, hotel em Gramado inspirado na França.
Na foto: Jonas Tomazi e Ana Clara Grings Tomazi O casal Jonas e Ana Clara Tomazi administram o empreendimento Foto: LUIZA PRADO/JC

Novo hotel de Gramado recria mansão francesa e vira atração da cidade

O preço para se hospedar no Colline de France, em alta temporada, parte de R$ 900,00 a diária

Não precisa mais atravessar o Atlântico para viver uma experiência europeia. O hotel Colline de France, inaugurado no final de 2018, em Gramado, é todo influenciado pelo estilo francês, desde a decoração até a culinária. Localizado no bairro Avenida Central (rua Vigilante, nº 400), o negócio, que recria uma mansão clássica do país, nasceu a partir da vontade do casal Ana Clara Grings Tomazi e Jonas Tomazi de trabalhar junto. Ana Clara era diretora comercial da Piccadily e Jonas, corretor e captador de investimentos.
“Minha profissão me levava cada vez para longe, eu queria algo que trouxesse para perto”, diz ela. Biomédica de formação, a empreendedora comenta que carrega características da vivência no ramo calçadista ao hotel. “A ideia era construir a personalidade desse ambiente, não trazer só um lugar, mas uma história, uma imersão, relaxamento total. A Piccadily, por exemplo, preza pelo conforto”, explica. “O que me motivou a entrar na área da hotelaria, além da realização de um sonho, é a questão de empreender”, acrescenta.
LUIZA PRADO/JC
Entre a aprovação do projeto e a finalização da construção, num terreno que pertencia à família de Jonas, foram quatro anos. O período de pesquisa incluiu visitas a hotéis tradicionais de Paris e definição sobre qual estilo focar. “Sempre gostei de decoração e já morei na Inglaterra. Gosto dessa história de princesas, cristais, brilho”, relata. O decorador Roberto Waslawick, especialista no clássico, foi chamado para desenvolver os espaços do Colline. “Dizíamos que seria uma mansão europeia, mas vimos que a França trazia muitos elementos com marcos mais imponentes”, diz Ana Clara, que descreve o local como inspirado no segundo império francês, datado do século XIX.
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A porta principal é uma réplica da porta da casa da madrasta da Cinderela, do filme live-action da Disney (2015). Em cada detalhe do hotel é possível visualizar um pedaço da França, desde o lobby suntuoso, até exemplares de livros daquela época presentes em uma mesa próxima ao hall de entrada. Isso segue com os quadros, mobiliário, abajures e até nas aberturas. Os móveis vêm de antiquários ou esculpidos a mão por fornecedores locais. Uma essência, com predominância da lavanda, foi desenvolvida para criar a memória olfativa.
A terra de Edith Piaff ecoa na trilha sonora do primeiro andar e na gastronomia. “Temos um café da manhã totalmente direcionado para a patisserie francesa. Quem nos assessorou foi a Amanda Selbach, formada no Instituto Paul Bocuse e proprietária de uma patisserie em Canela”, comenta Ana. Tortas francesas, creme brullée, torta opera, fondue de queijo brie no pão da Casa Francesa são algumas iguarias presentes no buffet, no a la carte e no bistrô do Colline.
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Apesar do empreendimento ser voltado para casais, acaba recebendo muitas crianças. “Elas gostam de vir porque tem a fonte, tem muitas banheiras, principalmente as meninas que dizem que é castelo de princesa”, estima a proprietária. As acomodações são formadas por 34 suítes, de cinco categorias diferentes: petit colline, colline, grand colline, majestic e imperial. Todas possuem banheiro com acabamento em mármore e piso aquecido, amenidades L’occitane au Bresil, Smart TV, linha de cama Trussardi em algodão egípcio 300 fios, entre outros itens. O hotel tem, ainda, academia, bicicletas a disposição dos hóspedes e SPA, com oferta de tratamentos terapêuticos, corporais, faciais e massoterapia em casal, individual e para crianças.  As diárias variam de R$ 900,00 a R$ 2,5 mil na alta temporada.
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O maior público que chega ao Colline, de acordo com Ana, é gaúcho, seguido pelo paulista e carioca. “O dólar alto estimula o turismo no País, mas as pessoas estão prestigiando muito Gramado, pois a cidade está se reinventando em experiências mais completas”, avalia. Sobre empreender na conjuntura atual de economia, a empresária é otimista. “É um pouco de loucura e uma grande dose de sorte. Acreditar que o Brasil ainda tem saída. A gente atrai coisas boas quando são feitas com o amor”, projeta.
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