Giovanna Sommariva

Objetivo é, um dia, se tornar produtor executivo de um grande jogo e empresa

Jovem que desenvolve jogos da Fifa conta como conseguiu

Giovanna Sommariva

Objetivo é, um dia, se tornar produtor executivo de um grande jogo e empresa

Todo mundo almeja ganhar a vida fazendo aquilo que ama, mas nem todos conseguem alcançar esse objetivo. Para o gaúcho Thomas Caleffi, esse sonho se tornou realidade ainda bem cedo. Aos 28 anos de idade, ele já trabalhava como produtor assistente na Electronic Arts (EA), para o desenvolvimento do jogo Fifa Mobile. Desde então, participou da criação do Fifa 19, Fifa 20, Fifa 21 e Fifa 22.

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Todo mundo almeja ganhar a vida fazendo aquilo que ama, mas nem todos conseguem alcançar esse objetivo. Para o gaúcho Thomas Caleffi, esse sonho se tornou realidade ainda bem cedo. Aos 28 anos de idade, ele já trabalhava como produtor assistente na Electronic Arts (EA), para o desenvolvimento do jogo Fifa Mobile. Desde então, participou da criação do Fifa 19, Fifa 20, Fifa 21 e Fifa 22.
Vindo de uma família de médicos e empreendedores, Caleffi afirma que sempre foi uma luta fazer com que a sua família entendesse que a sua paixão por videogames não era apenas um hobby. “Quando vi que existia uma faculdade de Jogos Digitais, que tinha recém lançado na Unisinos, não pensei duas vezes e me matriculei. Fui a segunda turma do curso, em 2005, mas foi um sofrimento convencer minha família que trabalhar com jogos era possível. Acho que até hoje não estão convencidos”, conta, entre risos.
Após ter diversas experiências em desenvolvimento, e contando com um bom portfólio, o jovem estava decidido que precisava sair do Brasil para poder deslanchar na carreira. “As oportunidades, naquela época, eram ínfimas e quase ninguém levava jogos e desenvolvedores a sério. Estados Unidos sempre foi uma das maiores indústrias, então era o plano inicial, mas imigrar para lá é muito difícil. Vancouver é um grande polo e tem grandes empresas de jogos, como a EA e a Microsoft. Então, se eu planejava ter sucesso e me tornar alguém na indústria de jogos, mudar para Vancouver pareceu ser um dos passos certos para chegar lá”, explica Thomas, que mora no Canadá desde 2014.
 
ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO/JC
“Em 2015, estudei Game Design na Vancouver Film School, mas, depois que me formei, foi muito difícil conseguir vistos de trabalho para me manter aqui. Tive que estudar em outra universidade ao mesmo tempo em que era professor assistente na escola, tudo para conseguir dar o próximo passo na carreira”, admite. Um ano depois, quando conseguiu seu visto de residência permanente, tentou a sorte e se inscreveu para uma vaga de produtor assistente na EA. “Por sorte, uma professora minha da Vancouver Film School era uma das responsáveis pela contratação da vaga, e eu tinha causado uma boa impressão durante o curso, então ela arranjou a primeira entrevista, foi o pé na porta. Fiz uma maratona de entrevistas, teve uma que durou quatro horas direto. O processo todo foi bem intenso, mas no final de contas, consegui”, declara.
Mesmo depois de anos trabalhando na empresa, Thomas conta que foi surreal viver tudo isso. “Não acreditei quando comecei na EA, sabe? Cresci jogando os jogos da companhia, incluindo o Fifa. Se eu falasse para o Thomas de 10 anos que, no futuro, ele teria seu nome nos créditos do jogo, ele com certeza não acreditaria”, brinca. Ele confessa que, ano passado, quando iniciou no projeto do Fifa 22, foi a primeira vez que sentiu que toda a sua luta tinha valido a pena. “Foram muitas noites não dormidas, muitos dias voltando para casa de madrugada, isso sem contar toda angústia e o processo difícil de imigrar para outro país, esperando meses e meses por vistos que não saem e respostas que não vem. Mas, poder ver todo meu esforço e trabalho sendo reconhecido foi uma sensação indescritível. Quer dizer, não é indescritível porque estou descrevendo”, diverte-se.
Para aqueles que desejam trabalhar com desenvolvimento de jogos, Caleffi deixa algumas dicas. “Pode parecer simples, mas não desista. É possível sim trabalhar com jogos, ignore quem diga que não é. Pratique muito, sozinho e na escola. A indústria de jogos é muito pequena, mesmo espalhada pelo mundo, todo mundo se conhece e sabe quem é quem, então fazer amizades e ter contatos é tão essencial quanto ser um bom desenvolvedor”, completa.
Giovanna Sommariva

Giovanna Sommariva - estagiária do GeraçãoE

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