Mauro Belo Schneider

Indústria lançou uma novidade na pandemia: cacau em pó com açúcar mascavo

Empresa de Santo Antônio soma 190 produtos, mas tudo começou com melado e amendoim

Mauro Belo Schneider

Indústria lançou uma novidade na pandemia: cacau em pó com açúcar mascavo

Presente na maioria das cidades do Rio Grande do Sul, a Guimarães enfrentou a pandemia lançando novos produtos. A empresa, instalada na localidade de Costa da Miraguaia, em Santo Antônio da Patrulha, hoje emprega 500 pessoas, direta e indiretamente, e soma 190 itens, com vendas em todo Brasil. O negócio, que começou com opções à base de amendoim e melado, tem entre seus carros-chefes paçocas, pastas de amendoim e pés de moleque.

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Presente na maioria das cidades do Rio Grande do Sul, a Guimarães enfrentou a pandemia lançando novos produtos. A empresa, instalada na localidade de Costa da Miraguaia, em Santo Antônio da Patrulha, hoje emprega 500 pessoas, direta e indiretamente, e soma 190 itens, com vendas em todo Brasil. O negócio, que começou com opções à base de amendoim e melado, tem entre seus carros-chefes paçocas, pastas de amendoim e pés de moleque.
Recentemente, a marca apostou em uma novidade, anunciada como exclusiva no País: cacau em pó com açúcar mascavo. “Nem mesmo os grandes players do mercado possuem esse produto”, diz Rodrigo Guimarães, sócio diretor. Segundo ele e a irmã Mariana Guimarães, responsável pelo Marketing, o cacau, além de ser um produto que a grande maioria das pessoas consome, é natural e possui diversos benefícios antioxidantes. Há duas versões do item, um com 70% cacau e outro com 50%.
Como a pandemia mudou os hábitos de consumo, o lançamento faz parte das novas estratégias. “O público busca uma qualidade de vida melhor, que, consequentemente, resulta na busca por alimentos mais saudáveis e menos industrializados. E isso é exatamente o que a Guimarães faz há quase 40 anos no mercado. Até os produtos com adição de açúcar são produzidos de forma artesanal”, garante Mariana. A empresa desenvolve, ainda, linhas sem glúten, livres de açúcar e de leite. Aumentar o time de vendas e ter mais planejamento no digital foi outra decisão da diretoria para superar o momento.
A Guimarães iniciou a sua produção em 1982 com os irmãos Saul Guimarães, pai de Rodrigo e Mariana, e João Carlos Guimarães. A cultura da cana-de-açúcar na família sempre foi muito forte em gerações anteriores.
No início, a produção era difícil, contam Mariana e Rodrigo, pois moía-se a cana-de-açúcar em uma moenda de madeira. Após isto, o caldo da cana era fervido até se transformar em melado. Então, se colocava o melado num tacho sobre uma fornalha e, após ferver, ficava em ponto de rapadura. Ao esfriar, embrulhava-se em palha de milho.
As viagens para a venda e a entrega da rapadura eram feitas pelos próprios fundadores e, às vezes, levava até uma semana para chegar ao destino. Atualmente, é uma indústria e conta com um parque com equipamentos de última geração, embora a cultura familiar continue.
“Desde o início da produção até o momento em que o produto chega ao consumidor, nos dedicamos para proporcionar momentos com sabor de alegria e novidade. Esse processo leva nosso amor e a conexão entre nossa empresa, o produto e o consumidor”, comenta Rodrigo.
Mauro Belo Schneider

Mauro Belo Schneider - editor do GeraçãoE

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