Giovanna Sommariva

Petshop, livraria e floricultura funcionam lado a lado em avenida da cidade

Viamão registra retomada econômica através de negócios familiares

Giovanna Sommariva

Petshop, livraria e floricultura funcionam lado a lado em avenida da cidade

Há pouco tempo, moradores de cidades da Região Metropolitana tinham que se deslocar a Porto Alegre para fazerem suas compras ou terem acesso a determinados serviços. Viamão, localizado a 25 quilômetros da Capital, no entanto, tem mudado esse hábito. Foram abertos, nos últimos meses, uma série de negócios, a maioria deles familiares, especialmente no bairro Santa Isabel. Apenas na avenida Liberdade há três marcas operando lado a lado, atraindo público ao endereço, que acaba encontrando uma variedade de ofertas nos pontos comerciais

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Há pouco tempo, moradores de cidades da Região Metropolitana tinham que se deslocar a Porto Alegre para fazerem suas compras ou terem acesso a determinados serviços. Viamão, localizado a 25 quilômetros da Capital, no entanto, tem mudado esse hábito. Foram abertos, nos últimos meses, uma série de negócios, a maioria deles familiares, especialmente no bairro Santa Isabel. Apenas na avenida Liberdade há três marcas operando lado a lado, atraindo público ao endereço, que acaba encontrando uma variedade de ofertas nos pontos comerciais
“Tirando o centro de Viamão, que poderia ser considerado como a maior potência comercial da região, o Santa Isabel é um bairro que abrange diversos tipos de serviços. Tem de tudo em um só lugar. Há uma circulação muito boa de clientes, que é um dos fatores mais importantes para manter um negócio aberto”, afirma Marco Aurélio Pedroso, empresário e dono da Petshop Amigo Peludo, que está presente no bairro há quase 4 anos.
ANDRESSA PUFAL/JC
Atualmente, a empresa de Marco está localizada na avenida Liberdade, nº 1.287, mas, há dois anos, o empreendimento tinha sede em outro local, também no mesmo bairro. “Eu e minha esposa decidimos mudar no início de 2020, principalmente pela melhor localização, agora estamos na avenida principal, e conseguimos dar uma visibilidade maior ao nosso produto”, explica.
Por realizar a mudança pouco antes do início da pandemia da Covid-19, o empresário conta que o trabalho sofreu bastante oscilação nos primeiros meses. Passado quase dois anos, o número de clientes cresceu bastante. “Acredito muito no potencial do nosso trabalho, mas também existe o fato de que, com a pandemia, outros petshops acabaram fechando, e talvez nós tenhamos abrangido esses clientes. Para quem conseguiu superar esses dois anos de pandemia, acredito que sobreviver e continuar sobrevivendo já é uma grande vitória”, expõe.
Ao lado da petshop, trabalham Rodrigo Quevedo e Marcos Klepper, namorados e sócios da Amo Livros Livraria, que decidiram que a pandemia era o momento ideal para abrirem o seu primeiro espaço físico. Trabalhando com venda de livros online desde 2013, Rodrigo afirma que o isolamento social do último ano teve grande impacto na decisão de abrir a loja física.
“Já trabalhávamos de casa, e com toda essa situação de não poder sair, começamos a ficar desmotivados. O trabalho estava muito chato e monótono, então decidimos abrir o espaço apenas com o intuito de ser o nosso escritório. Pensamos que, no máximo, seria um ponto de referência para a loja, ou de retirada de livros, mas acabou que deu muito certo. Nos primeiros dias, já superou todas as nossas expectativas”, conta. Por ser uma das poucas livrarias da cidade, os sócios acreditavam que a localização não teria grande impacto, visto que em qualquer lugar que decidissem abrir, seria uma novidade para a comunidade. “Moramos perto, já conhecíamos o lugar e a proprietária, então optamos pela região por ser um ambiente que estávamos familiarizados. Mas, até hoje, recebo muitos clientes falando como é bom ter uma livraria aqui, que sentiam falta de um espaço como o nosso”, completa.
 
ANDRESSA PUFAL/JC
O que iniciou como apenas um escritório de trabalho, rendeu grandes frutos para os sócios, que ainda no mês de outubro vão inaugurar a primeira filial da livraria, no centro de Gravataí. E os planos não param por aí. Rodrigo afirma que o desafio é abrir, pelo menos, uma livraria por ano em cidades da Região Metropolitana ou na Capital. “Nossa meta continua ser manter o espaço do nosso jeito, não buscamos grandes instalações, apenas ser uma livraria que, mesmo que pequena, ofereça tudo que o leitor procura. Se não tivermos o título que ele busca, damos um jeito de encontrar”, diz. Atualmente, eles possuem parcerias com diversas editoras nacionais.
Completa o polo comercial da avenida a cunhada de Rodrigo, Ingrid Klepper, que já possuía uma floricultura no bairro há cerca de três anos, porém, em abril de 2021, abriu a primeira filial da loja. Proprietária da Floricultura Bela Oyá desde 2018, Ingrid optou por um novo espaço focado apenas em cestas e arranjos. “Sempre me perguntavam se eu trabalhava com cestas de presentes, existia uma carência desse tipo de produto na comunidade, então decidi abrir uma loja apenas com esse intuito, além de que a floricultura é muito voltada à um público de religião”, conta.
Como já tinha um negócio no mesmo bairro, a empreendedora sabia que a clientela abraçaria a sua ideia. “Eu já tinha uma agenda de clientes interessados na loja, o que me deu confiança para abrir o espaço, e estar perto da floricultura também me possibilita dividir a minha agenda e poder estar presente nos dois locais”, explica. Ingrid conta que sentiu dificuldades logo que a loja abriu, mas o período turbulento já passou, e hoje o negócio está estável.
ANDRESSA PUFAL/JC
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Giovanna Sommariva - estagiária do GeraçãoE

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