Mauro Belo Schneider

Local contará com produtos exclusivos e inéditos em Porto Alegre

Banca do Holandês abre loja de 400 metros quadrados no Bela Vista

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Local contará com produtos exclusivos e inéditos em Porto Alegre

Tradicional negócio do Mercado Público de Porto Alegre, em operação há 102 anos, a Banca do Holandês quer levar sua essência para o bairro. Por isso, a marca dá um salto. Se no Centro Histórico ocupa cerca de 36m², a nova loja da rua Pedro Ivo, n° 933, abrange uma área de mais de 400m², onde antes era uma mansão.

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Tradicional negócio do Mercado Público de Porto Alegre, em operação há 102 anos, a Banca do Holandês quer levar sua essência para o bairro. Por isso, a marca dá um salto. Se no Centro Histórico ocupa cerca de 36m², a nova loja da rua Pedro Ivo, n° 933, abrange uma área de mais de 400m², onde antes era uma mansão.
“Os amigos dizem que vai dar acidente de carro aqui na frente, de tanto que chama atenção”, brinca a psicóloga Adriana Rosa, 56, esposa de Sérgio Rosa, 56, herdeiro da empresa, antes comandada por seu pai.
Assim como no Mercado, os itens comercializados são variados: de bebidas a queijos, presuntos, especiarias. Os clientes terão acesso a cerca de 8 mil produtos no endereço, que conta, ainda, com uma cozinha experimental para realização de workshops e harmonizações no segundo andar. “Temos muitos clientes que são chefs”, justifica a filha do casal, Renata Alcântara, 29, formada em Direito.
Banca do Holandês/Divulgação/JC
A operação oferecerá, também, artigos exclusivos e inéditos em Porto Alegre. “Haverá 24 garrafas do que foi considerado, no ano passado, o melhor vinho do mundo”, adianta Sérgio. A unidade do Castillo Ygay Gran Reserva Especial 2010, da Bodega Marqués de Murrieta, deve custar entre R$ 2,5 mil e R$ 2,8 mil. Uma wine station, estação com torneiras, permitirá que os clientes experimentem os rótulos antes da compra. “Queremos trazer o moderno aliado ao tradicional”, ressalta Lourenço Rosa, 25, também filho do casal, formado em Administração de Empresas.
LUIZA PRADO/JC
Além das lojas, a família mantém um centro de distribuição de 1,3 mil m² e quatro andares no bairro Floresta. Devido ao peso das garrafas e do estoque variado, as vigas tiveram que ser planejadas para suportar um prédio de 14 andares. O que sai dali abastece os pontos físicos e o e-commerce, que cresceu muito durante a pandemia. Atualmente, a empresa, que é dona também da banca 38 do Mercado, soma 100 funcionários. Um time trabalha, exclusivamente, para atender os pedidos digitais.
No centro de distribuição, uma espécie de ventilador higieniza o ar de tempos em tempos para evitar fungos. Isso porque, segundo Renata, não se trata de “apenas uma lojinha”. Os planos de expansão, após a abertura no bairro Bela Vista, devem continuar. Por isso, a logomarca da Banca do Holandês foi redesenhada e a banca 38 ganhará o nome de Adega do Holandês.
LUIZA PRADO/JC
Um dos motivos de ir além das limitações do Mercado Público é, de acordo com a família, a má administração passada, que teria prejudicado os negócios. Sem contar que, para eles, algumas pessoas têm uma imagem de que o centro comercial é sujo e mal frequentado. “Mas seremos sempre mercadeiros”, reforça Sérgio.
Mauro Belo Schneider

Mauro Belo Schneider - editor do GeraçãoE

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