Isadora Jacoby

O Okpo pretende, através da culinária, aproximar os porto-alegrenses da cultura coreana

Com gastronomia típica, empreendedores abrem espaço para celebrar a cultura coreana

Isadora Jacoby

O Okpo pretende, através da culinária, aproximar os porto-alegrenses da cultura coreana

Comandado por três jovens descendentes coreanos, o Okpo abriu as portas, há pouco mais de um mês, com o objetivo de disseminar a cultura do país em Porto Alegre. Os sócios Jonas Kang Kim, Davi Kim e Daniel Park apostaram na gastronomia típica para iniciar a operação, mas pretendem agregar outras frentes no projeto, como arte e educação, com o objetivo de apresentar a cultura tradicional do país de uma forma mais contemporânea. 

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Comandado por três jovens descendentes coreanos, o Okpo abriu as portas, há pouco mais de um mês, com o objetivo de disseminar a cultura do país em Porto Alegre. Os sócios Jonas Kang Kim, Davi Kim e Daniel Park apostaram na gastronomia típica para iniciar a operação, mas pretendem agregar outras frentes no projeto, como arte e educação, com o objetivo de apresentar a cultura tradicional do país de uma forma mais contemporânea. 
Jonas conta que o negócio deu seus primeiros passos no ano passado em virtude da pandemia. Como seus pais, que trabalhavam com comércio, tiveram de fechar as portas, ele decidiu produzir o Kimchi, uma conserva de acelga, como alternativa ao momento de crise. "Era para ter uma renda extra, mas a aceitação foi boa", conta o empreendedor, que viu na receptividade do público uma oportunidade de negócio. "Me juntei com um amigo da comunidade coreana, o Davi Kim, e começamos a conversar sobre o projeto. Já tínhamos sido sócios em outra operação de gastronomia e existia essa vontade de ter um negócio juntos. Então, resolvemos tocar um projeto para propagar um pouco da cultura coreana", explica Jonas.
Com a chegada do terceiro sócio, Daniel, o trio começou a estruturar o negócio, que abriu as portas há um mês na rua Tenente Coronel Fabricio Pillar, n° 93. "O propósito é propagar a cultura de uma forma mais leve, que as pessoas se interessem. E vimos na gastronomia uma linguagem mais universal para começar", pontua Jonas. Atualmente, eles não recebem clientes no espaço e trabalham somente por encomenda. A decisão é uma forma de tornar a operação mais sustentável. "Estamos trabalhando de uma forma mais cautelosa, porque queremos ter controle dos nossos insumos, com perda quase zero. Ter um negócio mais consciente e sustentável faz parte da nossa cultura", afirma Jonas. 
OKPO/DIVULGAÇÃO/JC
Para desenvolver os pratos, os sócios contaram com a ajuda de suas mães para recuperar as receitas típicas. "A cultura coreana é muito como a italiana: tudo envolve comida. Então, pegamos as receitas base de cada família e começamos a fazer testes. Chamamos chefs de cozinha que se interessam pela cultura e está sendo bem legal compartilhar a experiência, apresentar ingredientes novos", relata o empreendedor, que conta com os chefs Leonardo Boehl e Antonio Beckes no comando da cozinha. O primeiro cardápio elaborado pelo grupo tem como objetivo apresentar os aspectos culturais da gastronomia da região, com destaque para os pratos típicos. "Tentamos fazer um cardápio que representasse a Coreia. Como é uma região muito montanhosa e que não tem muita agropecuária, a alimentação é bem diversificada, com muitos vegetais", explica Jonas.
A aceitação, nesse primeiro mês de operação, tem sido positiva. Segundo o sócio, não há, ainda, um carro-chefe no cardápio, já que percebe que os clientes querem diversificar e conhecer todas as opções. No entanto, o Tteokbokki, um bolinho de arroz refogado, tem sido o mais pedido. A receptividade, acredita ele, se dá em virtude do maior interesse e conhecimento da cultura coreana, que cresceu nos últimos anos. "A cultura coreana está ficando mais globalizada e as pessoas estão se interessando mais. Mas queremos trabalhar saindo um pouco do mainstream da Coreia, mostrar alguns artistas mais independentes", afirma. 
O nome, Okpo, explica Jonas, faz menção a uma região do sul da Coreia, conhecida pela sua importância para a disseminação da cultura local. "Foi uma região onde aconteceram várias batalhas importantes na independência, e foi depois disso que a Coreia começou a propagar a sua cultura. Então, pensamos no nome porque estamos no sul do Brasil, e queremos começar a propagar a cultura de uma forma leve, criando uma comunidade que se interesse", relaciona Jonas. 
Futuramente, o Okpo (@okpo.culture) abrigará, além do espaço de gastronomia, uma loja de insumos típicos e itens, como camisetas, quadros e ecobags, produzidos por artistas da comunidade. O local opera de terça-feira a sábado, das 19h às 22h. As encomendas devem ser feitas até às 17h pelo Goomer (kimchi.goomer.app). 
Isadora Jacoby

Isadora Jacoby - repórter do GeraçãoE

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