Guilherme Jacques

A moqueca de camarão é um dos carros-chefes do Oxente Mainha

Com equipe baiana, restaurante oferece culinária típica do estado nordestino para os gaúchos

Guilherme Jacques

A moqueca de camarão é um dos carros-chefes do Oxente Mainha

A terapeuta e empresária Jessica Alberton sempre quis levar a cultura do seu estado, a Bahia, para as outras regiões do Brasil. Foi pensando nisso que iniciou, em 2020, a operação do Oxente Mainha em Porto Alegre. O restaurante, que está funcionando por delivery e take away, é especializado em comidas típicas do estado nordestino e conta com uma equipe baiana para garantir a autenticidade dos pratos.

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A terapeuta e empresária Jessica Alberton sempre quis levar a cultura do seu estado, a Bahia, para as outras regiões do Brasil. Foi pensando nisso que iniciou, em 2020, a operação do Oxente Mainha em Porto Alegre. O restaurante, que está funcionando por delivery e take away, é especializado em comidas típicas do estado nordestino e conta com uma equipe baiana para garantir a autenticidade dos pratos.
O negócio, no entanto, não surgiu no ano passado. Jessica já havia iniciado o projeto em outro estado, e, quando veio para o Rio Grande do Sul, decidiu dar continuidade à missão de levar a comida baiana pelo Brasil. “A Oxente Mainha existe desde 2018, nasceu lá em Minas Gerais, onde eu morava com o meu marido, que é gaúcho, e a minha filha. Quando decidimos voltar para o Sul, falei para uma amiga que queria montar aqui e ela disse que queria ser minha sócia. E aí abrimos no ano passado. O objetivo sempre foi esse: levar a culinária e a cultura baiana para o Sul e para o Sudeste”, conta.
Para proporcionar uma experiência de degustação fiel, o Oxente Mainha conta com uma equipe que entende do assunto. Na cozinha, profissionais e temperos são 100% baianos. A única gaúcha envolvida no negócio é a sócia Patrícia Nobre. Tudo para levar aos clientes mais que comida. “Buscamos entregar uma experiência. Como se fosse um presente. Se você pedir a moqueca de camarão, que é o nosso carro-chefe, eu mando a moqueca, o arroz, a farofa de dendê e o pirão. Tudo isso separado, em kits lacrados, com a fita do Senhor do Bonfim, que é o padroeiro da minha cidade. Então, as pessoas amam receber a nossa comida e muitas compram para presentear alguém, porque ela é muito bonita”, explica.
O propósito de trazer um pedacinho da Bahia para os gaúchos não estremeceu sequer pela pandemia do novo coronavírus. Mesmo com um ponto físico funcionando desde a inauguração, em novembro de 2020, no bairro Petrópolis, em Porto Alegre, o Oxente Mainha tem passado pela crise apostando forte no delivery. “Sou uma mulher extremamente empreendedora e tenho uma comunicação digital muito forte. Então, estamos apostando nas redes. Temos um relacionamento com o cliente que é super efetivo. Além disso, eu acredito muito no delivery e não pretendo trabalhar com mesas no nosso espaço por enquanto”, comenta.
MARIANA ALVES/JC

A estratégia, Jessica revela, tem dado certo. “Com exceção do investimento inicial, para começar a operar, nós não fizemos mais nenhum aporte. O negócio tem se mantido por si”, afirma. Há algo, porém, além de estratégias de operação e comunicação. O tempero baiano e as misturas de sabores, ela acredita, mexem com o imaginário de possíveis clientes e fidelizam aqueles que já experimentaram. “Nós, nordestinos, temos muita habilidade com frutos do mar e nós somos muito elogiados por como trabalhamos com o camarão, por exemplo. Ele, por si, conquista. Então, imagine uma comida feita com leite de coco, azeite de dendê e camarão? É uma comida tropical e que serve muito bem no verão e no inverno”, pontua.
Depois de Porto Alegre, Jessica deve continuar levando a marca para mais lugares. Segundo ela, há um plano em andamento para franquear o Oxente Mainha e já há procura de investidores, tanto do Rio Grande do Sul quanto de Santa Catarina. “Estamos trabalhando neste sentido, cuidando de toda a burocracia, mas franquear é muito mais que liberar o nome de marca. Nós queremos manter a qualidade do trabalho. Então, há vários detalhes”, diz.
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Guilherme Jacques - estagiário do GeraçãoE

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