Mauro Belo Schneider

Mesmo assim, Carlos Barata acredita que é preciso ter cautela.

Advogado acredita que a pandemia acelerou processos e trouxe mais tecnologia ao ambiente jurídico

Mauro Belo Schneider

Mesmo assim, Carlos Barata acredita que é preciso ter cautela.

O advogado Carlos Barata, 35 anos, de Porto Alegre, teve seu nome muito divulgado em 2020 por ter representado a família de Beto Freitas, morto no Carrefour de forma violenta. À frente do escritório Barata Silva & Barata Silva, na avenida Ipiranga, ele acredita que a visibilidade é consequência de um trabalho com dedicação.

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O advogado Carlos Barata, 35 anos, de Porto Alegre, teve seu nome muito divulgado em 2020 por ter representado a família de Beto Freitas, morto no Carrefour de forma violenta. À frente do escritório Barata Silva & Barata Silva, na avenida Ipiranga, ele acredita que a visibilidade é consequência de um trabalho com dedicação.
Para ele, a pandemia acelerou processos e trouxe mais tecnologia ao ambiente jurídico, mas considera que é preciso cuidado.
GeraçãoE - Como vê o terreno de inovações no ambiente jurídico?
Carlos Barata - Com receio. Vejo o uso da inteligência artificial ocupando espaço da advocacia contenciosa, substituindo profissionais por robôs. Acredito que, em pouco tempo, aqueles que atendiam apenas processos de massa perderam muito espaço para as inovações. Contudo, a advocacia customizada é eterna, sempre dependerá do operador do Direito para se efetivar no caso concreto, tendo o olhar humano importância ímpar no Direito.
GE - Quais as vantagens da transformação digital na área?
Carlos - O lado positivo é o processo eletrônico. Além de viabilizar o serviço de qualquer local que disponibilize internet, permite a redução dos espaços físicos dos escritórios, gerando uma redução drástica do custo operacional.
GE - Quais os planos para o futuro?
Carlos - Nos mantermos sempre em constante atualização, atentos a questões legais, LGPD, criptomoedas, compliance, etc. O intuito é estarmos prontos para as novas demandas que virão.
GE - Como é empreender no Direito aos 35 anos?
Carlos - É algo bem desafiador diante do atual cenário de insegurança jurídica que vivemos. Porém, é gratificante solucionar litígios, encontrar o desfecho para o anseio do cliente da forma mais objetiva e prática possível. Certamente, esse é um dos nossos maiores desafios, buscar a maior celeridade jurídica possível, através da entrega de resultados práticos que satisfaçam quem nos procura. Comecei com estágios em escritórios de amigos, mas sempre tive a certeza que em determinado momento seria a hora de empreender no ramo. Em 2015, diante de uma cisão do escritório do meu pai, resolvemos abrir o nosso e, desde lá, tivemos um ótimo crescimento.
GE - Que desafios o setor enfrentou na pandemia?
Carlos - Acredito que o maior desafio foi dar efetividade nas medidas urgentes, tendo em vista que durante muito tempo os fóruns funcionaram apenas em regime de urgência, retardando em muito os atos.
Mauro Belo Schneider

Mauro Belo Schneider - editor do GeraçãoE

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