Isadora Jacoby

Criada durante a pandemia, a Space Pet pretende incrementar a presença digital dos pequenos negócios do segmento

Plataforma gaúcha conecta tutores a petshops

Isadora Jacoby

Criada durante a pandemia, a Space Pet pretende incrementar a presença digital dos pequenos negócios do segmento

Nos últimos anos, as grandes redes de pet shops ganharam força e espaço no mercado. Com a pandemia e a tendência de compras online, os pequenos e médios negócios do segmento tiveram de incrementar a sua presença digital. Foi pensando em impulsionar esses empreendedores frente à concorrência das redes que o veterinário Kairuan Kunzler, de Porto Alegre, criou, em dezembro de 2020, a Space Pet.

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Nos últimos anos, as grandes redes de pet shops ganharam força e espaço no mercado. Com a pandemia e a tendência de compras online, os pequenos e médios negócios do segmento tiveram de incrementar a sua presença digital. Foi pensando em impulsionar esses empreendedores frente à concorrência das redes que o veterinário Kairuan Kunzler, de Porto Alegre, criou, em dezembro de 2020, a Space Pet.
A ideia inicial de Kairuan era criar uma rede de farmácias para o segmento. Com o passar dos anos e com a aproximação com o universo da inovação, ele percebeu que uma das dificuldades dos pequenos e médios empreendedores envolvia o estoque. "Percebi que muitos clientes meus gostariam de compartilhar os estoques, para que os produtos girassem mais rápido, e, assim, eles comprassem com mais desconto."
Foi aí que pensou em um marketplace que reunisse as ofertas do comércio local, conectando os negócios de bairro aos tutores de cães e gatos. "O varejo pet ainda é pouco digitalizado. Nossa iniciativa proporciona um canal para que os tutores possam comparar produtos de lojas da sua cidade e receber no conforto de suas casas", destaca.
A monetização da plataforma é feita por meio de comissão em cada venda, percentual que varia de acordo com os produtos. Os lojistas cadastrados não desembolsam nenhuma mensalidade para fazer parte da Space Pet.
"É uma busca georreferenciada. Oferecemos para o lojista uma base de produtos cadastrados, então ele não se preocupa em tirar fotos, em pegar a descrição. Entrego e ele simplesmente tem que ativar e dizer quantos têm em estoque", explica Kairuan, ponderando que criar uma presença digital exige uma dedicação que nem sempre é viável para quem está à frente de uma loja física.
"A maior parte das pet shops não têm presença virtual. Nas grandes redes, 25% do faturamento vêm dos canais digitais. Eu brinco que está acontecendo uma festa que elas não estão participando. Desenvolver um e-commerce demanda tempo, dinheiro e estratégias. Nem sempre os donos de uma operação física conseguem se dedicar a isso. Então, a Space Pet é uma maneira de possibilitar que o pequeno consiga competir com o grande", acredita o veterinário.
A Space Pet tem hoje um catálogo com cerca de 1 mil produtos cadastrados, todos na categoria de medicamentos e rações terapêuticas. A escolha foi uma alternativa para Kairuan testar o modelo de negócio dentro de uma área já conhecida por ele.
"Iniciamos com medicamentos e rações terapêuticas pelo know-how que tenho dos produtos e do acesso às indústrias para conseguir os materiais e para ir validando. Uma ração de 20kg é bem mais difícil de transportar que um saco pequeno que tem o mesmo valor agregado", contextualiza o empreendedor.
A entrega na Capital é feita em até três horas depois da compra, desde que realizada em horário de funcionamento do estabelecimento. Isso, garante o veterinário, é um diferencial, já que os clientes que buscam a plataforma, normalmente, estão em um momento delicidado, de doença ou tratamento do pet. "A agilidade é essencial, porque estamos trabalhando com o amor da vida de alguém e em momento muito crítico, porque ou ele está doente ou está fazendo algum tratamento que merece atenção. Temos que oferecer o melhor cuidado e faz parte disso receber a medicação rapidamente, assim como achar todos os produtos no mesmo lugar", acredita.
Para o futuro, segundo Kairuan, a ideia é expandir o negócio para outras cidades, assim como ampliar a gama de produtos, abrangendo também alimentação e acessórios.
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Isadora Jacoby - repórter do GeraçãoE

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