Pâmela Maidana

Os coletores da marca Cata-ka se misturam ao lixo orgânico no aterro sanitário em cerca de 30 dias depois

Empreendedores lançam embalagem sustentável para dejetos de animais

Pâmela Maidana

Os coletores da marca Cata-ka se misturam ao lixo orgânico no aterro sanitário em cerca de 30 dias depois

Mário Ferreira, 68 anos e Glauco Rosa, 60, preocupados com o impacto no ambiente a partir do descarte de saquinhos utilizados para recolher dejetos de cães, lançaram, em Porto Alegre, a Cata-ka: embalagens biodegradáveis. "Ela some se misturando com o lixo orgânico. 30 dias depois não se reconhece no aterro sanitário. É um material de alta resistência, reciclável, sustentável, por polpa natural, sem operação de branqueamento", esclarece Mário.

Ops! Este conteúdo é exclusivo para assinantes...

Mário Ferreira, 68 anos e Glauco Rosa, 60, preocupados com o impacto no ambiente a partir do descarte de saquinhos utilizados para recolher dejetos de cães, lançaram, em Porto Alegre, a Cata-ka: embalagens biodegradáveis. "Ela some se misturando com o lixo orgânico. 30 dias depois não se reconhece no aterro sanitário. É um material de alta resistência, reciclável, sustentável, por polpa natural, sem operação de branqueamento", esclarece Mário.
A embalagem também vira uma pazinha, sendo assim não há necessidade de tocar nos resíduos. Mário é arquiteto e Glauco é administrador de empresas, e o desejo dos amigos de empreender já é antigo.
Foi um pouco antes da pandemia do coronavírus, no entanto, que eles decidiram retomar a ideia. "Ela foi desenvolvida para tentar minimizar o uso do plástico, por isso usamos papel kraft. O produto surgiu por observação, pois tenho uma cachorra e costumo ir com ela ao parque, assim como muitos donos de animais. Pensamos em um produto mais higiênico, que, a princípio, não tivesse contato do dono com o dejeto", explica Mário.
Com um custo de R$ 500,00 para testagem inicial do item, Mário e Glauco agora se dedicam à divulgação da Cata-ka. "Registramos a marca por 10 anos, então ela é nossa. Agora, estamos divulgando nosso trabalho nas praias e nas distribuidoras de ração. Mas o melhor ainda é o boca a boca. Saio com a minha cachorra e acabo distribuindo para os meus vizinhos. Antes, estávamos fazendo umas ações em parques, mas agora demos uma parada nisso pela questão da bandeira, estamos esperando uma melhora", afirma Mário.
Os empreendedores sabem que não podem competir com as sacolas de plástico, pois o custo de produção delas é menor e são produzidas com maior abundância. "O nosso será mais caro, mas quando der para produzir mais, em torno de 50 mil ou 100 mil embalagens, o preço vai baixar. A intenção é sempre tornar mais acessível", ressalta.
arquivo pessoal/divulgação/jc
Hoje, o preço unitário da embalagem é R$ 0,90, e um pacote com 50 unidades custa R$ 45,00.
As vendas são feitas pelo WhatsApp (51) 99286-5023, além do Instagram (@cataka2020ka) e site (cata-ka.com.br). Para Porto Alegre, a entrega é feita a domicílio. Na Região Metropolitana e outros estados, pelo Sedex.
Além de um negócio, para os empreendedores, a motivação está em ajudar a limpar a cidade, ao mesmo tempo que colabore com o meio ambiente.
"Nos preocupamos com o descarte, distribuição e produção. Queremos que as pessoas criem o hábito de juntar os dejetos."
Pâmela Maidana

Pâmela Maidana - repórter do GeraçãoE

Receba matérias deste autor
Pâmela Maidana

Pâmela Maidana - repórter do GeraçãoE

Receba matérias deste autor

Deixe um comentário