Mauro Belo Schneider

A média do valor da diária fica em R$ 100,00 por hóspede

Sítio em Maquiné atrai público em busca de simplicidade

Mauro Belo Schneider

A média do valor da diária fica em R$ 100,00 por hóspede

O canto das aves é um dos poucos sons capazes de acordar o turista que visita o Recanto da Mata, em Maquiné, no litoral norte do Rio Grande do Sul. E é com essa trilha sonora que, por volta das 10h de uma quarta-feira, Ivania Kunzler, 54 anos, lembra da história de seu empreendimento, cuja procura aumentou muito durante a pandemia do coronavírus. As pessoas que querem se isolar no meio do mato encontram ali o local ideal.

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O canto das aves é um dos poucos sons capazes de acordar o turista que visita o Recanto da Mata, em Maquiné, no litoral norte do Rio Grande do Sul. E é com essa trilha sonora que, por volta das 10h de uma quarta-feira, Ivania Kunzler, 54 anos, lembra da história de seu empreendimento, cuja procura aumentou muito durante a pandemia do coronavírus. As pessoas que querem se isolar no meio do mato encontram ali o local ideal.
"Tem muita coisa bonita para observar e contemplar. Enche os olhos", resume Ivania, sobre a natureza que emoldura o destino, rodeado de montanhas, um rio e uma cachoeira. O terreno foi adquirido em 2001, ano em que ocorria o Fórum Social Mundial em Porto Alegre. Após perceber que a propriedade não teria vocação para a agricultura, Ivania assistiu a uma oficina de turismo ecológico no Fórum. Foi o estalo para transformar seu pedacinho de chão em uma estadia. "Eu disse: 'pronto, é isso'", lembra. Para completar, um tempo depois, uma atividade que reuniu uma série de pessoas envolvidas com ecologia ocorreu no sítio, o que reforçou ainda mais sua essência.
Arquivo Pessoal/Divulgação/JC
Em 2002, duas cabanas, uma com capacidade para quatro pessoas e outra, para 10, começaram a ser alugadas para amigos. Acabou virando um negócio, com visitantes de diversos lugares do mundo. Atualmente, só há vaga a partir de 28 de janeiro.
"Com a pandemia, locamos apenas aos fins de semana. Temos todo o cuidado, usamos máscara e, quando a cabana é desocupada, a deixamos fechada por 72 horas. Caso tenha ficado algum vírus para trás, ele morrerá nesse período", explica Ivania, acerca dos protocolos. A média do valor da diária fica em R$ 100,00 por hóspede, que deve levar as suas toalhas de banho e preparar a sua alimentação. É uma experiência de imersão na simplicidade, algo que passou a ser mais valorizado, assim como a liberdade. "O pessoal está necessitando de ar, de sol", percebe. Tão pouco, mas tão abundante no Recanto da Mata.
 
Mauro Belo Schneider

Mauro Belo Schneider - editor do GeraçãoE

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