Isadora Jacoby

O espaço é oferece estrutura de copa, com cafeteira e geladeira

Casal aposta em espaço coletivo de estudos em Porto Alegre

Isadora Jacoby

O espaço é oferece estrutura de copa, com cafeteira e geladeira

Alguns modelos de negócio despontaram como tendência no segmento da educação em 2020. A empreendedora Laura Lermann, 27 anos, acredita que os espaços coletivos devem ser cada vez mais a escolha das pessoas após os meses de distanciamento social. Isto porque, para ela, a pandemia gerou uma carência por troca de experiências.

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Alguns modelos de negócio despontaram como tendência no segmento da educação em 2020. A empreendedora Laura Lermann, 27 anos, acredita que os espaços coletivos devem ser cada vez mais a escolha das pessoas após os meses de distanciamento social. Isto porque, para ela, a pandemia gerou uma carência por troca de experiências.
Laura e seu namorado, Rafael Radke, 30, são sócios do Metta Espaço de Estudos, em Porto Alegre. O negócio surgiu a partir da necessidade do casal. Formada em Direito, passar em um concurso público era uma das metas de Laura em 2016. Com a dificuldade de estudar em casa, percebeu que os espaços coletivos de estudo, ou costudying, como define, eram comuns em outras capitais. Assim, em 2017, iniciaram o projeto.
No Metta, o estudante aluga uma cabine de estudo que incluiu, além da mesa, suporte para livros, luminária e armários embutidos, para armazenar o material. Os alugueis são mensais, com planos que podem ser diurnos, noturnos ou integrais, a partir de R$ 150,00.
ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO/JC
Segundo Laura, o perfil de quem procura o empreendimento é bastante diverso. "É um lugar humanizado para quem não consegue estudar em casa, por diferentes razões. Seja por ter filhos pequenos, trabalhar ou chegar cansado. As pessoas vêm para se preparar para mestrado, doutorado, residência médica e concursos públicos de várias áreas", explica Laura, ressaltando que o espaço funciona 24 horas. "O cliente adapta a sua rotina, vai no horário que pode", complementa.
Comparando com bibliotecas, a empreendedora acredita que o diferencial do espaço é oferecer estrutura de copa, com cafeteira e geladeira, além de proporcionar liberdade de decoração da sua cabine. Por funcionar no antigo cinema Baltimore, na avenida Osvaldo Aranha, nº 1.022, Laura pontua que tanto o prédio comercial quanto o bairro tornam a experiência mais agradável.
"O prédio por si só dá um suporte para os alunos, tem cafeteria, bicicletário, é seguro. Sou apaixonada pelo Bom Fim. É um bairro tranquilo, tem tudo por perto. Facilita muito."
No início do ano, antes da pandemia, o casal abriu a segunda sala, no mesmo prédio, a fim de atender a lista de espera. Hoje, são 44 cabines no total, mas, com os novos protocolos da Covid-19, somente metade desse número pode ser ocupado. "Ficamos fechados por um tempo e, aos poucos, conseguimos adaptar. Hoje, ninguém entra de sapato. Todo mundo tem seu chinelo. Deixamos mais espaçamento entre as cabines, todos usam máscara, cada um no seu canto com álcool em gel. Muitos concursos públicos foram suspensos, porém acho que o ano que vem será bom para quem está estudando", prevê Laura.
Para a empreendedora, o home office ratificou a importância da troca e do convívio. "Tem gente que estuda quatro, cinco anos para passar em um concurso público e precisa compartilhar um pouco", afirma.
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Isadora Jacoby - repórter do GeraçãoE

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