Isadora Jacoby

A receita foi criada por um dos sócios e leva alho poró no lugar do tempero tradicional

Empreendedores apostam em pão de alho de fermentação natural

Isadora Jacoby

A receita foi criada por um dos sócios e leva alho poró no lugar do tempero tradicional

"500g de muito amor, carinho e manteiga." Assim Luiz Henrique Maciel, 26 anos, define o pão de alho de  fermentação natural lançado pelo serviço de churrasco para eventos Dos Greco. A receita do produto foi criada por Eduardo Greco, 23 anos, sócio de Luiz no negócio, e leva alho poró, manteiga e queijo muçarela em uma baguete italiana de fermentação natural. 

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"500g de muito amor, carinho e manteiga." Assim Luiz Henrique Maciel, 26 anos, define o pão de alho de  fermentação natural lançado pelo serviço de churrasco para eventos Dos Greco. A receita do produto foi criada por Eduardo Greco, 23 anos, sócio de Luiz no negócio, e leva alho poró, manteiga e queijo muçarela em uma baguete italiana de fermentação natural. 
A dupla criou o serviço de catering de churrasco em 2017. Na época, Luiz estudava Gastronomia e Eduardo, Administração, mas tinham no churrasco uma paixão em comum. "Nos conhecemos nos jogos universitários. Levei uma churrasqueira dentro do ônibus e ele também. Não nos conhecíamos, mas quando passei por ele vi que tinha levado a churrasqueira e já combinamos um assado", lembra Luiz. O hobby dos dois virou negócio e deu vida ao Dos Greco. "Trabalhamos na casa das pessoas levando tudo para um churrasco, hambúrguer ou boia de panela, que são risotos, carreteiros e galinhadas. Vendemos a comodidade do churrasco. Queremos trazer para a galera toda a gastronomia que envolve a parrilla ou a panela de ferro", complementa. 
JOYCE ROCHA/JC
A chegada da pandemia, em março, fez com que os planos mudassem. Com eventos cancelados, os sócios aproveitaram o momento para organizar a empresa. Foi nesse momento que o desejo de tornar o pão de alho um produto para ser comercializado a parte tomou forma. O incentivo para tirar o plano do papel veio de um açougue parceiro. "Às vezes, eu levava um pão que sobrava dos nosso eventos para o pessoal do Mercado Ferrari e eles sempre foram muito fãs. Falavam para irmos atrás das licenças e alvarás que eles colocariam para vender. Ficamos dois anos namorando o mercado para sentir", conta Luiz. O local, que fica na rua Barão de Ubá, nº 75, no bairro Bela Vista, é, hoje, o único ponto de venda da baguete. O pacote com 500g custa R$ 29,90 e tem prazo de validade de 30 dias. 
Luiz acredita que a fermentação natural é um dos diferenciais, assim como a escolha por ingredientes naturais. "O produto é feito à mão, não usamos nada de químico, só coisas de verdade", pontua ele, explicando que a ideia do processo da fermentação natural veio da panificadora parceira que produz a iguaria. "Fizemos os testes de baguetes e optamos pela fermentação natural porque ela é totalmente diferente quando assa, fica crocante, o pão fica outra história", acredita. 
Além do novo produto, os sócios aproveitaram o ano com menos eventos para abrir o seu espaço próprio para eventos. Começando a operar nessa semana, o espaço da rua Sofia Veloso, nº 101, na Cidade Baixa, deve, além de eventos fechados, servir para receber o público que acompanha os churrasqueiros. "Temos um público que interage bastante conosco, só que não consegue juntar pessoas para um churrasco. A nossa ideia é termos dias abertos ao público, vendendo entradas para um cardápio especial. Queremos que dessa forma as pessoas nos conheçam, sintam-se em casa e tenham uma alimentação feita no fogo."
JOYCE ROCHA/JC
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