Isadora Jacoby

A Prawer apostou no formato de venda fidelizada durante a pandemia

Marca tradicional de chocolate artesanal de Gramado cria clube de assinatura

Isadora Jacoby

A Prawer apostou no formato de venda fidelizada durante a pandemia

Completando 45 anos no mercado, a Prawer, fábrica de chocolate artesanal de Gramado, criou, neste ano, o seu clube de assinatura. A modalidade de vendas, que tem pacotes de 2,1 kg e 1,1 kg, foi uma das alternativas encontradas pelo negócio para manter as vendas das cerca de 18 toneladas de chocolate produzidas mensalmente na cidade da Serra Gaúcha. Mauricio Brock, diretor executivo da Prawer, conta que o desejo de ter uma venda fidelizada como o clube de assinatura já existia na empresa, mas só saiu do papel em meio à pandemia. Na entrevista abaixo, ele conta detalhes do formato e as suas vantagens para a empresa e consumidores.

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Completando 45 anos no mercado, a Prawer, fábrica de chocolate artesanal de Gramado, criou, neste ano, o seu clube de assinatura. A modalidade de vendas, que tem pacotes de 2,1 kg e 1,1 kg, foi uma das alternativas encontradas pelo negócio para manter as vendas das cerca de 18 toneladas de chocolate produzidas mensalmente na cidade da Serra Gaúcha. Mauricio Brock, diretor executivo da Prawer, conta que o desejo de ter uma venda fidelizada como o clube de assinatura já existia na empresa, mas só saiu do papel em meio à pandemia. Na entrevista abaixo, ele conta detalhes do formato e as suas vantagens para a empresa e consumidores.
GeraçãoE - Como surgiu a ideia de criar o clube de assinatura de chocolates?
Mauricio Brock - Esta ideia já tivemos há muito tempo, no auge dos clubes de assinatura. Mas ela estava na gaveta. Na época, haviam outras prioridades. Com o avanço acelerado do comércio via internet, aumento das taxas para o transporte de bagagens das companhias aéreas e, por fim, o advento da pandemia, as prioridades mudaram. Tiramos o projeto da gaveta e o implementamos. Estamos muito felizes com os resultados.
GE - O clube funcionou como uma alternativa para manter as vendas na pandemia? Quais outras estratégias foram criadas para esse momento?
Mauricio - Sim, funcionou muito bem. O nosso e-commerce também cresceu muito. Já estamos trabalhando em uma nova plataforma mais robusta para atender este mercado. Ações de tele-entrega também nos auxiliaram bastante no auge da pandemia, que, casualmente, coincidiu com a Páscoa.
GE - Como é para uma empresa tradicional adotar modelos mais contemporâneos de venda?
Mauricio - Sempre tivemos, na Prawer, a inovação como um de nossos pilares. Nosso fundador, Jayme Prawer, tinha em seu DNA a inovação. E foi com esse espírito que ele criou a Prawer, a primeira fábrica de chocolate artesanal do Brasil, há 45 anos. E é só desta forma que uma empresa consegue se manter no mercado por tanto tempo. As mudanças estão acontecendo de forma extremamente acelerada. Se não tivermos agilidade e esse espírito, acompanhando e implementando as novas tendências, acabamos ficando para trás. E é um caminho sem volta. Quem não investe em inovação, tanto no que se refere a produto e marca, quanto a processos e tecnologia, acaba desaparecendo no mercado.
GE - De que maneira a venda de chocolates foi impactada neste ano?
Mauricio - Para a Prawer, que tem uma dependência muito grande das vendas em Gramado, o impacto foi muito forte. Chegamos a faturar apenas 10% da nossa capacidade de produção. Mas o mercado está se recuperando. Esta recuperação é lenta, mas constante. A curva está ascendente. E com isto, nos forçamos a vislumbrar novos horizontes. Ampliar os nossos canais de distribuição. Lançamos produtos destinados a diferentes praças. E temos mais uma série de produtos em desenvolvimento para este fim. Estamos nos reinventando e tenho certeza que sairemos desta crise mais fortes.
GE - Como o público recebeu a ideia do clube de assinatura?
Mauricio - A receptividade foi muito boa. Temos muitos clientes fiéis pelo Brasil afora que não tem um ponto de venda físico da Prawer perto de sua casa. Assim, conseguimos atendê-los de forma consistente e constante.
GE - Como funciona o clube de assinatura?
Mauricio - Há duas opções: o Clube Premium, no qual o cliente recebe 2,1 kg de chocolate ao mês, e o Clube Essential, no qual o cliente recebe 1,1 kg de chocolate ao mês. Esta quantidade de chocolates é uma seleção do mix de produtos da marca, que englobam drágeas, barras, bombons, trufas, entre outros. No primeiro envio, o cliente recebe como brinde uma caixa de madeira, linda, pintada no estilo provençal, que serve para acondicionar os chocolates quando eles chegam mensalmente. O custo da assinatura é muito acessível. Nos estados do Sul, o frete é gratuito.
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Isadora Jacoby - repórter do GeraçãoE

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