Vitorya Paulo

Gangorra, gira-gira e balanço adaptado estão na linha da empresa

Advogada gaúcha cria linha de brinquedos infantis inclusivos

Vitorya Paulo

Gangorra, gira-gira e balanço adaptado estão na linha da empresa

Inclusão social e respeito às diferenças são conceitos que devem iniciar na infância. É nisso que acredita a advogada gaúcha Daniela Kolb, 37 anos, criadora da Eba!, empresa que cria brinquedos inclusivos e que visam contribuir com o desenvolvimento social, emocional, intelectual, criativo e motor das crianças. Os playgrounds feitos pelo negócio, lançado em 2020, estão no projeto do novo espaço do Cais Embarcadero, em Porto Alegre.

Ops! Este conteúdo é exclusivo para assinantes...

Inclusão social e respeito às diferenças são conceitos que devem iniciar na infância. É nisso que acredita a advogada gaúcha Daniela Kolb, 37 anos, criadora da Eba!, empresa que cria brinquedos inclusivos e que visam contribuir com o desenvolvimento social, emocional, intelectual, criativo e motor das crianças. Os playgrounds feitos pelo negócio, lançado em 2020, estão no projeto do novo espaço do Cais Embarcadero, em Porto Alegre.
Feitos de madeira reflorestada, os brinquedos são pensados para integrar crianças com deficiências diversas. Há gangorra, gira-gira, balanço adaptado, balanço ninho, skate inclusivo, painel de jogos, tirolesa inclusiva, casinha adaptada, brinquedos sonoros e sensoriais para não deixar nenhum pequeno de fora das brincadeiras. "Às vezes, a criança não consegue entrar nos espaços, ou entra e não consegue brincar", cita Daniela sobre quem usa, por exemplo, cadeira de rodas. Além disso, há a linha inclusiva adaptada, em que os brinquedos são feitos de aço, com a estrutura mais reforçada.
EBA/DIVULGAÇÃO/JC
Mãe dos pequenos Lucas, Diego e Guilherme, a empreendedora conta que levou cerca de dois anos para conseguir montar, de fato, a empresa. Entraves com legislação e fornecedores foram os maiores desafios. "Os arquitetos diziam que era trabalho feito por designers de produto. Os designers diziam que era feito por engenheiros. E os engenheiros diziam que era de arquitetos", desabafa. Ela conseguiu, enfim, dar seguimento à ideia com duas equipes de arquitetura. "Fizemos os primeiros projetos e só conseguimos executar 30% deles, por questões de normas de segurança. Hoje, tenho um olhar clínico para isso que não tinha no começo", lembra.
A advogada pontua que sua ideia, no início da concepção da empresa, era fazer com que as crianças voltassem a frequentar as praças ao ar livre, mas percebia que os brinquedos da maioria dos playgrounds não se mostravam atrativos. Por isso, uma das preocupações da Eba! é fazer com que os brinquedos sejam lúdicos e não tenham apenas uma função, mas que possam ser reinventados pelos pequenos. "Não queria que alguém comprasse um brinquedo para ficar parado dentro de casa."
São 40 brinquedos já executados e mais de 180 projetos em execução. Uma das preocupações da empreendedora é atingir vários públicos. Playgrounds maiores, cita Daniela, ficam na margem de R$ 20 mil a R$ 30 mil. Já um brinquedo individual, como o gira-gira da Eba!, custam cerca de R$ 7 mil. E há, ainda, balanços que vão de R$ 89,00 a R$ 200,00. "Quando penso no que a Eba! faz, sinto potencial de mudança. Proporcionar pracinhas inclusivas é proporcionar a naturalidade", pontua.
Vitorya Paulo

Vitorya Paulo - repórter do GeraçãoE

Receba matérias deste autor
Vitorya Paulo

Vitorya Paulo - repórter do GeraçãoE

Receba matérias deste autor

Deixe um comentário