Pâmela Maidana

Na Caon Lingerie, suas calcinhas e sutiãs velhos podem ajudar mulheres

Projeto transforma peças íntimas usadas em novas

Pâmela Maidana

Na Caon Lingerie, suas calcinhas e sutiãs velhos podem ajudar mulheres

Pensando em aumentar a vida útil das peças íntimas femininas e ajudar mulheres em situação de vulnerabilidade, a Caon Lingerie criou o Programa de Logística Reversa. Ele funciona da seguinte forma: as pessoas deixam suas calcinhas e sutiãs (de qualquer marca e modelo) em pontos de coleta em Porto Alegre e a Caon faz uma triagem e identifica o que pode ser higienizado e consertado. É um exemplo de empreendedorismo social.

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Pensando em aumentar a vida útil das peças íntimas femininas e ajudar mulheres em situação de vulnerabilidade, a Caon Lingerie criou o Programa de Logística Reversa. Ele funciona da seguinte forma: as pessoas deixam suas calcinhas e sutiãs (de qualquer marca e modelo) em pontos de coleta em Porto Alegre e a Caon faz uma triagem e identifica o que pode ser higienizado e consertado. É um exemplo de empreendedorismo social.
As calcinhas e sutiãs passam por reformas e uma lavagem industrial, e então são entregues em um bom estado para mulheres em condições de vulnerabilidade através de uma rede de acolhimento. Por fim, as peças que estão muito desgastadas são enviadas para o desmanche adequado na indústria Ambiente Verde, em Taquara. Desse material, são feitas caixas de entrega para os produtos da Caon, criando um novo uso ao resíduo têxtil.
A proprietária da marca Rosele Caon tem como objetivo transformar a realidade das mulheres e do meio ambiente a partir dos seus produtos. "Queremos gerar impacto positivo na sociedade, atuando sobre a questão da desigualdade de gênero. Apostamos na educação para ajudá-las a se transformarem", diz.
O dinheiro para as operações da marca (logística, costura e lavagem industrial) vem das vendas de calcinhas, sutiãs e conjuntos novos que a Caon desenvolve. "Produzimos, com carinho cada calcinha e cada sutiã. Com vontade de levar conforto e beleza, apostamos em tecidos macios e modelagens pensadas para o bem-estar de quem veste a roupa", pontua Rosele. As calcinhas custam a partir de R$ 70,00 e os sutiãs, R$ 120,00.
Rosele encontrou na marca um jeito de ajudar outras mulheres e o meio ambiente.
"O descarte de lingerie no lixo comum é danoso, já que as peças, em sua maioria, possuem materiais sintéticos em sua composição e levam séculos para se degradar, em um processo tóxico. Mas a questão vai além: enquanto toda essa roupa vai para o lixo, muitas mulheres em situação de vulnerabilidade não têm acesso a calcinhas."
Pâmela Maidana

Pâmela Maidana - repórter do GeraçãoE

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