Isadora Jacoby

O Super Davi iniciou as vendas on-line em função da pandemia

Mercado familiar lança e-commerce para atender a Zona Sul de Porto Alegre

Isadora Jacoby

O Super Davi iniciou as vendas on-line em função da pandemia

Adaptação é a palavra-chave do momento para os empreendedores frente à pandemia. É preciso encontrar soluções para manter o vínculo com o cliente e o desempenho do negócio. O Super Davi, mercado que fica no bairro Aberta dos Morros, em Porto Alegre, encontrou nas vendas on-line seu novo caminho.

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Adaptação é a palavra-chave do momento para os empreendedores frente à pandemia. É preciso encontrar soluções para manter o vínculo com o cliente e o desempenho do negócio. O Super Davi, mercado que fica no bairro Aberta dos Morros, em Porto Alegre, encontrou nas vendas on-line seu novo caminho.
Charles Davi, 34, gestor e segunda geração do negócio criado em 1989, conta que a reinvenção começou ainda em março, com vendas por meio do WhatsApp. "Como somos um mercado de bairro, nossos clientes são praticamente os mesmos todos os dias. E notamos que muitos deixaram de aparecer na loja, pessoas que víamos todos os dias, que chamávamos pelo nome. A oportunidade apareceu e, ao invés de ficarmos lamentando, começamos a vender pelo WhatsApp. Temos muitos clientes idosos, e que estavam precisando de ajuda nessa momento", pontua Charles. O formato de venda, embora não tenha contado com nenhuma divulgação nas redes sociais, foi um sucesso, segundo o gestor. "O mercado é na Juca Batista e estávamos atendendo gente do Menino Deus por WhatsApp. Pessoas do Centro Histórico, da Cidade Baixa, perguntando se entregávamos lá", relata.
A partir da grande demanda, o negócio, que é administrado pelo pai de Charles, Olir Davi, com seus primos Jurandir e Juarez Davi, passou a contar com um e-commerce. (www.superdavi.com.br). A plataforma foi desenvolvida pelo Noos Estúdio Criativo e pensada para que os clientes consigam ter o melhor aproveitamento possível do novo canal de vendas. "Selecionamos bem os itens para colocar no e-commerce, são cerca de 3 mil, que é muito menos que temos em loja, justamente para facilitar a usabilidade. Fazer uma compra on-line é muito diferente de fazer uma compra em loja, onde tu estás vendo aquela infinidade de produtos e pode fazer escolhas. Limitamos as opções pensando em facilitar", destaca Charles. 
Atualmente, o serviço atende 22 bairros da Zona Sul da Capital e tem um custo de R$ 15,00. Mesmo com o e-commerce, o mercado segue vendendo via WhatsApp para, segundo o gestor, atender bem todos os tipos de público. "Temos muitos clientes idosos que, às vezes, tiram foto da lista e nos mandam ", explica. Os pedidos do delivery são feitos pelo número (51) 99200-8419.
Mesmo em meio à crise, a resposta do público para o serviço foi positiva e proporcionou, ainda, a chegada de novos clientes. "Somos um mercado de bairro, nosso consumidor é muito tradicional. Imaginamos que a procura ia ser mais lenta, mas pelo contrário. Acabou se expandindo muito rápido. E hoje o nosso principal cliente acaba nem sendo o do bairro. Esse continua, mas tem muito jovem que acabou virando nosso cliente pela comodidade", acredita. Ser um mercado de bairro, aliás, é o que ele considera o grande diferencial do negócio, já que proporciona um contato com a clientela muito diferente das grandes redes. "É um serviço bem personalizado no final das contas. Muitas vezes, o pessoal manda a lista por WhatsApp e pede um produto que não tem. Entramos em contato e damos as opções de substituição daquele item. Tentamos não deixar o cliente na mão de maneira nenhuma. Acredito que nosso diferencial é ser um mercado de bairro  porque temos uma proximidade com a comunidade e um atendimento diferente dos mercados grandes", afirma.
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Isadora Jacoby - repórter do GeraçãoE

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