Mauro Belo Schneider

O Projeto Alimente POA funciona diariamente e conta com cerca de 70 voluntários

Empreendedores se unem para entregar 45 mil marmitas durante a pandemia em Porto Alegre

Mauro Belo Schneider

O Projeto Alimente POA funciona diariamente e conta com cerca de 70 voluntários

Um grupo de empreendedores de Porto Alegre se uniu para ajudar pessoas impactadas pelos efeitos do coronavírus. As comunidades beneficiadas pelas marmitas do Projeto Alimente POA concentram moradores em situação de rua, trabalhadores que tiveram seus contratos suspensos e indivíduos que dependiam do funcionamento dos estabelecimentos comerciais para se alimentar.

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Um grupo de empreendedores de Porto Alegre se uniu para ajudar pessoas impactadas pelos efeitos do coronavírus. As comunidades beneficiadas pelas marmitas do Projeto Alimente POA concentram moradores em situação de rua, trabalhadores que tiveram seus contratos suspensos e indivíduos que dependiam do funcionamento dos estabelecimentos comerciais para se alimentar.
O projeto foi idealizado por Gabriela Zaffari, Beatriz Elbling e Thomas Elbling. Hoje, eles contam com o apoio de, aproximadamente, 70 voluntários para a montagem das marmitas e a logística das entregas. Após um período de produção na Amiche Pizzeria, as marmitas, agora, são elaboradas pelos chefs Marcio Kayser e Ana Carolina Reschke, diariamente, na cozinha do restaurante Baro, no bairro Bela Vista.
O propósito do projeto é mitigar a quantidade de pessoas que estão passando fome nas ruas de Porto Alegre durante a crise da Covid-19. Com restaurantes e demais estabelecimentos fechados, e pessoas fora de circulação, a fonte de renda e de alimentos de muitos passou a desaparecer”, justifica Thomas.
A iniciativa atende 10 diferentes pontos da Capital que necessitam de apoio. Entre eles, Vila dos Papeleiros, Humaitá, Ilha dos Marinheiros, Vila Tesourinha e Farrapos. Os kits são compostos por arroz, feijão, frango, molho de tomate, talheres e água potável. Já foram entregues mais de 10,5 mil marmitas. As pessoas que ajudam nas ações são instruídas a usarem máscaras e a tomarem todas as precauções.
LUIZA PRADO/JC
“O Projeto Alimente POA tem a intenção de durar até o final da quarentena. Assim que esse período terminar, as doações serão direcionadas para a montagem e distribuição de cestas básicas”, avisa Thomas, que colocou a meta de entregar 45 mil itens até a situação de saúde ser controlada.
Tudo começou quando Thomas, que atualmente mora e empreende em Belo Horizonte, com uma empresa de venda de loteamentos, a Estrela da Mata, não conseguiu sair de Porto Alegre em sua última visita à capital gaúcha. Seu pai, mãe e irmão foram infectados com o coronavírus. Depois do período de confinamento, percebeu que tinha que ajudar o próximo.
LUIZA PRADO/JC
Iniciou a produção em casa, com 100 marmitas por dia, mas se deu conta que precisava achar parceiros, pois a cozinha não tinha capacidade para atender um volume maior de pessoas. A corrente começou a se formar e, hoje, esse número chega a 1,1 mil porções diárias.
Com distribuição de segunda a sábado, Thomas ressalta que a ideia não é aglomerar os atendidos, mas diminuir outros problemas que só crescem desde o início da pandemia, como a falta de segurança provocada pela extinção de oportunidades profissionais. “Vimos um aumento de fome de crianças, pois as creches estão fechadas, sem contar os moradores de rua, que se alimentavam do que sobrava de restaurantes agora também fechados.”
Quem quiser apoiar a causa pode entrar em contato pelo WhatsApp (51) 99143-2626.
Mauro Belo Schneider

Mauro Belo Schneider - editor do GeraçãoE

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